
Zilta, Marina e Natalia na audiência pública realizada quinta-feira, dia 30 – Alcir Zago/Candeia
O município de Bariri arrecadou R$ 85,4 milhões no período de janeiro a agosto deste ano. O número foi apresentado em audiência pública realizada na manhã de anteontem (30) na Câmara Municipal, para cumprimento das metas fiscais do segundo quadrimestre de 2021 (maio a agosto). O montante diz respeito à prefeitura e ao Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba).
Essa quantia arrecadada representa 80,6% do total estimado para o atual exercício financeiro, de R$ 106 milhões.
De acordo com a diretora municipal de Finanças, Natalia Regiane Sisto Moreira, e com a contadora Zilta de Cássia Silvestre Callegari, o superávit na arrecadação deve-se principalmente ao crescimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – do governo federal – e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – do governo estadual.
Também neste ano Bariri contou com repasses de emendas por parlamentares e transferências para a manutenção de serviços na Saúde, em especial na Santa Casa de Bariri, e arrecadação do Programa de Refinanciamento Fiscal. Todas essas fontes são variáveis e podem não se repetir em outras ocasiões.
Quanto às despesas, a prefeitura e o Saemba liquidaram de janeiro a agosto R$ 74,2 milhões, registrando superávit orçamentário. O valor empenhado no mesmo período é de R$ 84,1 milhões.
Educação e Saúde
Na Educação, houve aplicação nos dois primeiros quadrimestres de R$ 19,8 milhões (32,8%), isso em relação ao liquidado.
Quando ao Fundeb, o valor recebido pelo município de janeiro a agosto totalizou R$ 14,7 milhões. Desse montante, R$ 14,4 milhões foram destinados às despesas com o magistério.
Os gastos com folha de pagamento passaram de R$ 53,8 milhões nos oito primeiros meses de 2020 para R$ 59,3 milhões em 2021 (crescimento de 10,2%).
No entanto, como neste ano houve crescimento da receita, o percentual destinado ao pagamento dos servidores públicos em relação ao total da receita teve queda de 50,1% em 2020 para 49,9% em 2021.
Na Saúde, o liquidado de janeiro a agosto deste ano somou R$ 14,7 milhões (24,9%). De acordo com a titular da pasta, Marina Prearo, nos primeiros meses de 2021 as consultas com clínicos gerais foram em maior número, possivelmente pela procura de atendimento médico para casos suspeitos de Covid-19.
A partir de agosto houve aumento da procura por médicos especialistas e dentistas. A explicação é que com a queda nos números da pandemia as pessoas passaram a dar atenção novamente para a prevenção. No comparativo entre os meses de maio e agosto os atendimentos com especialistas cresceram 40%.





















