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A pandemia de coronavírus (Covid 19) tem provocado mudanças na rotina da população. Em Bariri, vários ramos de comércio adotaram medidas para incrementar os serviços delivery (em domicílio).

Eles têm socorrido comerciantes, uma vez que ajuda a tornar o negócio viável em plena crise de saúde, possibilitando manter parte das vendas. E ainda resolvem o problema do consumidor, que recebe em casa produtos que não encontra no comércio fechado e, muitas vezes, com preço reduzido.

O Candeia conversou sobre o tema com duas empresárias de Bariri, Luciana Cristina Facin Matos, da loja Amore, e Eliana Cardozo, do restaurante Recanto Pantaneiro. Elas confirmam a adoção de descontos, promoções e medidas de contenção para incrementar os serviços de delivery.

Também relatam ações no sentido de garantir segurança do cliente e/ou consumidor com adoção de medidas como espaçamento entre mesas e/ou bancadas, disponibilização de álcool em gel e distribuição de máscaras para funcionários.

 

Redimensionar projeções

Luciana, da Amore, que sempre utilizou o delivery, incrementou a estratégia durante a crise do Covid 19 – Divulgação

Luciana Matos, da Amore, conta que sempre utilizou o delivery para a entrega de sacolas com roupas e recebimento de contas na casa do cliente. Na crise, somente redimensionou a estratégia.

Com as portas fechadas, o serviço passou a ser uma opção de vendas. A comerciante relata desconto nas peças e número de equipe reduzido. “Uma colaboradora está realizando esse serviço, as demais estão de férias ou fazendo banco de horas”, comenta. Afirma que já vinha oferecendo álcool gel dentro da loja e que o perigo é menor, porque permanece somente um atendente dentro do estabelecimento.

Apesar dos transtornos, ela defende as medidas tomadas, uma vez que é uma questão de saúde pública. “Na verdade é um problema que assola o mundo todo”, ressalta.

Financeiramente, ela gostaria que as coisas se normalizassem em 15 dias, mas trabalha com a possibilidade de se estenderem por pelo menos 30 dias.

Conta que projetava um crescimento de 20% no ano de 2020, mas que uma das consequências da crise vai ser, exatamente, “retomar tudo do ponto inicial”.

Ressalta que o empresário precisa ter caixa extra para situações adversas e casos extremos como este do coronavírus. “Mas, talvez muitos não aguentem. Outros, no entanto, devem conseguir permanecer. Tenho esperança de estar entre aqueles que vão continuar”, comenta Luciana.

Não esconde que vive a expectativa de retomar as atividades, manter o que já havia conquistado, ou seja, empregos oferecidos e qualidade e variedade de produtos na Amore.

 

Todos os dias da semana

Eliana, do Pantaneiro, com a crise dinamizou os serviços de entrega em domicílio e a retirada no balcão de marmitas e porções – Rosa Marcolino

A proprietária do Recanto Pantaneiro, Eliana Cardozo, relata que, nessa fase, incrementou os serviços de entrega em domicílio e a retirada no balcão de marmitas e porções. A ação é realizada na hora do almoço (das 11 às 14h), todos os dias da semana. “Temos marmita de R$ 5,99 para retirada no balcão e R$7,99 para entregar”, conta a empresária, confirmando os preços promocionais.

Admite que precisou reduzir o número de funcionários, mas ressalta que os que permaneceram estão protegidos com máscaras, luvas, tocas e a constante higienização das mãos.

Eliana considera o decreto municipal em decorrência do Covid 19 “um bem maior para prevenir a contaminação”. Mas, prevê que pequenas empresas tendem a abrir falência se a crise demorar. “As maiores têm opção de cortar gastos com funcionários, energia, material e outros”, opina.

Para ela, devido ao baixo fluxo de clientes, uma das consequências da crise do Covid é o aumento do desemprego, uma vez que as empresas estão diminuindo o quadro de funcionários. “Acredito que vai demorar para se estabelecer a normalidade”, destaca.