
O dispositivo previsto no projeto da vereadora Priscila elimina as picadas no dedo e monitora continuamente o índice glicêmico; custa em torno de R$ 300. (Foto Alcir Zago)
A vereadora Priscila Domingos (União) é autora de projeto de lei que obriga a Prefeitura de Bariri a fornecer, gratuitamente, pela rede pública de saúde, sensor e aparelho eletrônico para monitoramento de glicemia para pessoas (crianças e jovens) com diabetes.
Denominado Sensor Libre, o dispositivo de monitoramento de glicose elimina as picadas no dedo. Aplicado na parte de trás do braço, ele mede o açúcar no líquido intersticial continuamente por até 14 dias. Os dados são enviados para o celular ou leitor dedicado. No mercado o preço do aparelho está em torno de R$ 300.
De acordo com o projeto, o benefício seria restrito a crianças e jovens (dos dois aos 18 anos), que fazem tratamento contínuo de diabetes e conforme prescrição médica.
A matéria iniciou tramitação na sessão de Câmara realizada segunda-feira (20) e está nas comissões permanentes para emissão de parecer.
O projeto também deve receber análise da Procuradoria Jurídica da Câmara, uma vez que cria gastos governamentais e, pela lei, propostas desse tipo exigem o chamado impacto orçamentário e financeiro.
Em sua justificativa, Priscila ressaltou que projeto semelhante foi aprovado na cidade de Birigui e considerado legal pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Único senão: a lei de Birigui autoriza e não obriga a prefeitura a fornecer o sensor.
A vereadora destaca que o monitoramento de controle glicêmico é fundamental no tratamento do diabetes, especialmente o tipo 1, mais frequentes em crianças e adolescentes. O controle metabólico diminui e até mesmo retarda complicações crônicas decorrentes do diabetes como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, amputações, crises de hipoglicemia e cetoacidose diabética.





















