
Noemi Rodrigues Bof, presidente da Educarte: serviços deixando de ser prestados por falta de recursos.
Representantes de algumas entidades de Bariri reclamaram da falta de pagamento de valores relacionados a emendas pela Prefeitura de Bariri. Integrantes do terceiro setor concederam entrevista à imprensa no início da semana.
Além disso, a presidente da Educarte, Noemi Rodrigues Bof, ocupou a tribuna da Câmara Municipal na noite de segunda-feira (15) para tratar do assunto.
Segundo ela, as instituições desempenham serviços essenciais, mas não contam com o devido respeito do poder público, e isso não somente em Bariri.
“Há um preconceito velado com quem faz filantropia”, disse Noemi. “Ninguém quer saber dos problemas da cidade e, por isso, algumas demandas se fazem menos urgentes”.
A presidente da Educarte, que atua em parceria com outras entidades na elaboração de projetos, comentou ainda que alguns serviços estão deixando de ser prestados pelo atraso no pagamento do dinheiro vinculado às emendas impositivas.
Esse assunto foi o mais comentado entre os vereadores durante a sessão. Edcarlos Pereira dos Santos (PP) disse que a criação das emendas impositivas teve o propósito de fortalecer as entidades do terceiro setor e que nos anos anteriores os pagamentos foram feitos no máximo até abril.
Francisco Leandro Gonzalez (Avante) disse que há um descaso com representantes das entidades no município, instituições que são parceiras estratégicas.
Para ele, questões burocráticas não podem se sobrepor às necessidades das organizações do terceiro setor.
O presidente da Câmara, Airton Luis Pegoraro (Avante), discordou de ofício encaminhado pelo Executivo de que em abril deste ano os impasses haviam sido resolvidos.
O vereador lembrou que no mês passado houve reunião entre representantes da prefeitura, da Câmara e de entidades para resolução de pendências com documentos.
Airton falou que imaginava que havia clara intenção da administração municipal em postergar os pagamentos de emendas por falta de recursos, no entanto, apontou que matéria do Candeia de 13 de julho informou sobre superávit financeiro no primeiro semestre deste ano. Dessa forma, não haveria razão para os atrasos no pagamento. (Fonte: Alcir Zago/Candeia)