
Crepaldi foi o único vereador que votou contra a proposta; criticou as mudanças no Espaço Amigo e elogiou o trabalho que vinha sendo desenvolvido pela LAV (Alcir Zago/Candeia)
Foi aprovada pelo Legislativo de Bariri a criação de função gratificada de coordenador do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), também conhecido como Projeto Espaço Amigo, para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos.
O projeto, de autoria do prefeito Airton Luís Pegoraro (Avante), foi votado na sessão de Câmara realizada terça-feira (16), após o feriado antecipado do aniversário de Bariri.
A matéria foi aprovada por maioria de votos, com posição contrária dos vereadores Francisco Leandro Gonzalez (Avante) e Paulo Fernando Crepaldi (PSB).
No âmbito da administração municipal, a função gratificada é uma vantagem pecuniária transitória, instituída por lei, paga a um servidor efetivo (concursado) que assume atribuições adicionais de direção, chefia ou assessoramento, sem deixar seu cargo de origem.
Para o prefeito, a criação do cargo de coordenador do programa deve fortalecer a gestão desenvolvida pelo serviço, a coordenação das equipes, a articulação sócio assistencial e a qualidade de atendimento.
A função deve ser exercida por servidores efetivos, que passam a receber bonificação de 50% do valor atribuído ao padrão 140 das tabelas de vencimentos da lei municipal 3.309/202.
Em mensagem substitutiva, Pegoraro adicionou como requisito para ocupar o cargo, o servidor ter três anos de atuação nas funções de assistente social, psicólogo ou orientador de projetos sociais.
Defesa da LAV
Na discussão do projeto, Paulo Fernando Crepaldi (PSB) justificou porque votou contra a proposta. Ressaltou que a necessidade de um coordenador para o Espaço Amigo só passou a existir porque o atual prefeito optou por extinguir a parceria com a organização social LAV – Lar, Amor e Vida, que nos últimos anos vinha gerindo o projeto.
Disse que na ocasião, o Executivo alegou que a medida era para conter gastos e investimentos adicionais. Mas que, agora, a criação do cargo mostra que a decisão foi política e não para conter gastos. Crepaldi elogiou o trabalho que vinha sendo desenvolvido pela LAV, segundo ele, reconhecido regionalmente. Por isso, posicionou-se contrário ao projeto.





















