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Myrella Soares da Silva cita falta de providências diante do alto índice larval; Irene Chagas afirma que todas as ações e ferramentas foram utilizadas no enfrentamento da dengue

A vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil) protocolou representação no Ministério Público (MP) de Bariri, apontando possível omissão da diretora municipal de Saúde, Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel, no enfrentamento da dengue.

Segundo ela, no dia 5 de fevereiro o agente de combate de endemias Rodrigo Reis Villela ocupou a tribuna da sede do Legislativo e relatou que em outubro do ano passado a pasta foi alertada sobre o alto índice de larvas do mosquito Aedes aegypti em Bariri.

Para Myrela, a administração municipal “foi inerte ocultando tais dados das demais autoridades e população em geral”.

Outro ponto citado na representação foi a demora da pasta em fornecer repelentes aos servidores que atuam na fiscalização de imóveis, o que teria ocorrido somente após a morte da agente Daniele Joana Ramos Caçador da Silva.

“Nesse sentido, necessário que o Ministério Público do Estado de São Paulo abra um procedimento de investigação para averiguar possíveis omissões e negligências por parte da Diretoria Municipal de Saúde acerca dos fatos relatados, especialmente quanto à falta de providências na divulgação da iminência do aumento de casos de dengue, vez que se trata de uma doença de alta transmissibilidade”, aponta Myrella.

Cita ainda que a diretora e outros representantes do Executivo teriam tido demora de quatro meses na tomada de medidas para o enfrentamento da dengue no município, “inserindo a população de Bariri neste quadro lamentável de epidemia de dengue, ocasionando danos muitas vezes irreparáveis aos cidadãos e cidadãs baririenses que dependem da saúde pública”.

 

Outro lado

 

A diretora municipal de Saúde diz que está tranquila em relação a todas as ações que foram tomadas e ferramentas utilizadas por ela e pela equipe desde outubro do ano passado.

Em relação à aquisição de repelente, informa que o produto foi entregue no fim de janeiro, após o devido processo de compra.

Sobre o índice larval em Bariri, ressalta que na época foram concedidas entrevistas na imprensa alertando para a situação do município e, também, foi solicitada pauta com o Ministério Público para tratar do assunto.