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Vereadores falaram a respeito do requerimento na sessão de 1º de abril (Alcir Zago/Candeia)

A vereadora Myrella Soares da Silva (União Brasil) é autora de requerimento que trata da insatisfação de motoristas de ambulância em Bariri.

O documento, aprovado por todos os vereadores na sessão de segunda-feira (1º), pede uma série de informações à administração municipal: como é feita a escala de viagens e quem a faz; se existe algum favorecimento; o nome dos servidores; a média diária de horas trabalhadas por quem trabalha em Bariri e quem realiza viagens longas; informações sobre vale-refeição e seguro de vida; entre outras.

Na discussão do documento, Myrella disse que os motoristas estão trabalhando insatisfeitos e que a situação piorou com a recente mudança na gestão dos profissionais. Segundo ela, os servidores abordam excesso de hora trabalhada, abuso de poder e ameaças.

Alguns motoristas relataram a ela que trabalham por 12h ou 18h, dormem pouco e no outro dia precisam fazer novamente viagens longas.

Myrella defende que o Executivo chame os servidores para uma reunião a fim de ouvir a opinião deles.

Para Edcarlos Pereira dos Santos (PSDB), o problema envolvendo os motoristas não é atual. Entende que eles necessitam de uma atenção especial pelo tipo de trabalho que realizam.

Pontuou que há problemas no setor como frota sucateada, concessão de férias sem que haja o comunicado e necessidade de ajuste das diárias. Concorda com Myrella que os motoristas estão sobrecarregados de trabalho.

Francisco Leandro Gonzalez e Airton Luis Pegoraro também falaram a respeito do requerimento.

Defenderam a necessidade de que a prefeitura cumpra lei municipal que determina o rastreamento por satélite dos veículos de propriedade ou a serviço da administração pública direta e indireta do município de Bariri, projeto apresentado por Leandro em 2020.

Na opinião de Pegoraro, não há interesse dos gestores de ter um controle efetivo da frota.