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Inverno traz prioridade para Campanha do Agasalho e acolhimento ao morador de rua

5 maio, 2023

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“A coleta dos agasalhos de porta em porta acontecerá no dia 13 de maio (próximo sábado), das 9h às 12h”

Suzane Gabia Dinis Albranti

Por causa da chegada do inverno, a Diretoria Municipal de Ação Social e o Fundo Social de Solidariedade farão duas ações em Bariri. Uma delas será no sábado que vem (13), com a coleta de agasalhos. A outra é o acolhimento de pessoas em situação de rua nos meses de junho e julho. Quem detalha as ações é a diretora de Ação Social da Prefeitura de Bariri, Suzane Gabia Dinis Albranti. Em relação ao acolhimento, ela reforça que é preciso superar alguns preconceitos. “É necessário combater a visão ‘higienista’, desmistificar que nem toda pessoa em situação de rua está em conflito com a lei, compreender que a assistência social atua na perspectiva da Garantia de Direitos e Proteção Social e não de forma punitiva ou repressora e o que considero como principal estratégia é superar o senso comum que este público é ‘problema’ exclusivo da Política de Assistência Social”, afirma Suzane.

Candeia – A Diretoria de Ação Social abriu nessa semana as inscrições para o Programa Emergencial de Acesso ao Trabalho (Peat). Como funciona o programa e quais as expectativas para a formação de nova turma?
Suzane – O programa, criado em 2021, pelo governo Abelardinho e Fernando Foloni, através das Diretorias de Ação Social e Desenvolvimento Econômico, é de caráter assistencial e tem como objetivo ofertar transferência de renda no valor de R$ 600,00 mensais e qualificação profissional através de cursos de capacitação para pessoas de baixa renda em situação de desemprego. Em contrapartida, os bolsistas prestam serviços nas unidades públicas com carga horária de 30 horas semanais, com atividades de zeladoria e manutenção. Até hoje, o programa já atendeu 165 pessoas e, com as recentes alterações na lei, ampliou as possibilidades de participação. Assim, esperamos que os novos integrantes do programa consigam contribuir com os serviços públicos através dessa parceria, mas que acima de tudo consigam adquirir novas habilidades profissionais, façam uma rede de contatos e sejam reinseridos no mercado de trabalho.

Candeia – Comente a respeito da realização da campanha do agasalho deste ano.
Suzane – A Campanha do Agasalho 2023 segue o mesmo tema do ano passado “Neste inverno, doe amor” e será coordenada pela presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama, Anaí Simões, com o apoio de grupos voluntários da cidade. A coleta dos agasalhos de porta em porta acontecerá no dia 13 de maio (próximo sábado), das 9h às 12h, nos bairros: Jardim Maravilha, Vila Americana, Umuarama, Jardim Beltrame, Nova Bariri, Santa Lucia, Yang 1, 2 e 3, Cidade Jardim, Maria Luzia, Panorama e Santa Terezinha. Pode-se doar qualquer tipo de peças de vestuário ou acessório, desde que em boas condições de uso, contudo, o foco principal é a arrecadação de roupas de frio e cobertores. Aqueles que não conseguirem colaborar no dia da coleta nos domicílios ou residirem em outros bairros poderão entregar as suas doações nos postos fixos: Fundo Social de Solidariedade (Rua Camilo Resegue, 68); Diretoria de Ação Social (Avenida Claudionor Barbieri, 705) ou Prefeitura Municipal (Rua Francisco Munhoz Cegarra, 126).

Candeia – Quando as peças arrecadadas serão distribuídas e quais critérios adotados para a distribuição?
Suzane – As peças serão distribuídas na 3ª edição do “Varal Solidário”, que acontecerá no dia 27 de maio, a partir das 9h, nos altos da cidade e no Bairro do Livramento, por se tratar de territórios com maior índice de vulnerabilidade social. Os pontos de entrega ainda serão definidos e amplamente divulgados. Como critérios, priorizaremos as famílias atendidas pelos serviços socioassistenciais e inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais. A quantidade de peças por famílias dependerá do total arrecadado.

Candeia – No ano passado a Diretoria Municipal de Ação Social acolheu pessoas em situação de rua no período noturno no inverno em imóvel situado na Avenida Claudionor Barbieri. A iniciativa será repetida neste ano?
Suzane – Sim, realizaremos o projeto “Ação Social de Inverno: Proteger do frio com dignidade” nos mesmos moldes, pois no passado foi realizado o investimento no imóvel, que é público e está equipado para acolher as pessoas em situação de rua. O acolhimento será de 1º de junho a 31 de julho, período que compreende o inverno mais rigoroso. Caso haja algum alerta da Defesa Civil sobre as baixas temperaturas, ajustaremos esse período.

Candeia – Em 2022 houve reclamação de moradores próximos quanto à presença das pessoas na casa. Em sua opinião, esse impasse foi superado?
Suzane – Acredito que sim. Compreendo e respeito a opinião dos vizinhos do imóvel, pois o assunto “população em situação de rua” é muito polêmico e novos projetos podem ocasionar medo ou desconfiança. Entretanto, executamos e finalizamos o projeto ano passado sem nenhuma intercorrência que afetasse suas casas ou suas vidas cotidianas. Para além da situação pontual que tivemos, precisamos superar alguns preconceitos impregnados na sociedade em relação às pessoas que vivem em situação de rua. É necessário combater a visão “higienista”, desmistificar que nem toda pessoa em situação de rua está em conflito com a lei, compreender que a assistência social atua na perspectiva da Garantia de Direitos e Proteção Social e não de forma punitiva ou repressora e o que considero como principal estratégia é superar o senso comum que este público é “problema” exclusivo da Política de Assistência Social. É preciso que haja o envolvimento de todos, sociedade civil e poder público, nas áreas de Emprego, Educação, Segurança Pública, Habitação, Cultura, Esporte e especialmente, Saúde, pois o principal fator que leva as pessoas a permanecerem nas ruas é o uso abusivo de álcool e outras drogas e transtornos psiquiátricos.

Candeia – A diretoria tem realizado vários eventos na Casa da Mulher Mariana Forti Bazza. A que se deve essa iniciativa?
Suzane – Deve-se ao resultado do período de investimento na Política de Atendimento a Mulher. Ao assumir a gestão em 2021, um dos primeiros pedidos do prefeito Abelardinho foi a implementação de serviços na Casa da Mulher. Desde então, começamos um processo de estruturação da rede, com ativação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, capacitação com a rede, realização de Fórum, criação do “Fluxo Municipal de Atendimento à Mulher Vítima de Violência”, Conferência Municipal, construção de Plano Municipal, ações coletivas nas escolas municipais sobre a Lei Maria da Penha, implantação do curso de educação popular “Promotoras Legais Populares” que formou 23 mulheres ano passado e agora está realizando a segunda turma, dentre outras. Diante das ações, consolidou-se uma rede para mulheres em nossa cidade e a Casa da Mulher, sob responsabilidade da servidora Luciana Bussi, tornou-se uma unidade de referência. Os eventos são planejados para atender as demandas trazidas pelas mulheres sobre violência, igualdade de gênero, maternidade, mercado de trabalho, autoestima etc. e tem atingido boa participação do público feminino.

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