
Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referentes a 2025 trazem uma boa notícia para Bariri: o município encerrou o ano com saldo positivo de 465 vagas formais, resultado de 5.392 contratações contra 4.927 desligamentos. Com isso, a Milionária do Vale do Tietê alcançou um estoque de 10.265 empregos com carteira assinada.
É preciso frisar que os dados do Caged são relacionados a empregos com carteira assinada. Trabalhadores informais, Microempreendedores Individuais (MEIs) etc. não estão contabilizados nos números.
A agropecuária teve saldo de 210 vagas. A indústria veio em seguida com saldo positivo de 108 postos de trabalho. Na sequência estão o comércio (+101) e os serviços (+94).
O contraponto ficou com a construção civil, que fechou o ano no vermelho (saldo negativo de 48 vagas). Vale destacar que a maior parte dos trabalhadores da construção civil em Bariri não possui carteira assinada, conforme matéria publicada na edição interativa deste sábado (7) e nas redes sociais do Candeia.
A análise mês a mês, porém, revela um mercado de trabalho marcado por forte oscilação. Houve momentos de vigor mais expressivo, especialmente em fevereiro, abril, junho e julho, mas também quedas acentuadas, com destaque negativo para maio e, sobretudo, dezembro.
O último mês do ano escancarou um problema estrutural: a dependência de contratações temporárias, em especial no setor de serviços e na administração pública. O encerramento desses contratos, previsível, mas recorrente, provoca impactos bruscos que distorcem o fechamento do ano.
No comparativo regional, o município aparece entre aqueles que conseguiram avançar, ao lado de cidades como Bauru, Jaú, Dois Córregos e Ibitinga, contrastando com realidades mais difíceis vividas por vizinhos como Barra Bonita e Bocaina.
A liberação de novos barracões industriais, o apoio às empresas locais e a atração de investimentos são passos importantes, mas precisam vir acompanhados de planejamento de longo prazo, qualificação profissional e estímulo ao empreendedorismo.
Bariri tem adotado política de vender áreas ociosas para a iniciativa privada. Inclusive, foi publicado leilão para comercialização de seis terrenos e propriedade do município.
O que se espera é que a receita com essas vendas seja destinada a projetos de desenvolvimento para o município, especialmente na ajuda a empresários já instalados em Bariri ou que pretendem atuar na cidade.
O lado positivo é que a decisão caberá ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico, formado por representantes do poder público e também da classe empresarial.
























