Composição 1_1
Composição 1_1

“Para o futuro, vale a receita de gastar onde realmente é necessário e buscar economizar onde é possível, sem comprometimento de serviços. O segundo passo é aumentar a receita, sem onerar o contribuinte”

No início deste ano a situação financeira da prefeitura e do Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba) não era das melhores.
O Executivo havia encerrado o ano de 2023 com déficit de aproximadamente R$ 10 milhões. As sobras financeiras do ano anterior permitiram o equilíbrio das contas.
Em relação à autarquia, o maior problema era dívida milionária junto à CPFL Paulista por sucessivos atrasos no pagamento da conta de energia elétrica.
No fim de 2023 a prefeitura autorizou reajuste da tarifa de água e esgoto em mais de 30% para fazer frente aos gastos mensais e também quitar os débitos com a concessionária.
Nesta edição, o Candeia traz duas matérias que apontam para uma melhora do cenário econômico da prefeitura e do Saemba.
No caso da administração municipal, os números mostram que o foco nos primeiros meses de 2024 foi no pagamento de servidores e em serviços do cotidiano, como merenda, limpeza pública etc.
Os investimentos tiveram queda acentuada. Duas razões justificam essa medida. A primeira é que 2023 foi marcado por forte déficit orçamentário e se nada fosse feito o atual exercício seria comprometido do ponto de vista fiscal.
A segunda é que o prefeito Luis Fernando Foloni (MDB) poderia ter problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), caso deixasse dívidas para o próximo exercício financeiro sem dinheiro em caixa para quitá-las.
Em relação ao Saemba, o aumento de mais de 30% na tarifa de água e esgoto a partir de janeiro deste ano foi necessário para equilibrar as contas. Além das despesas mensais, havia também dívida vultosa com a CPFL Paulista pelo não pagamento de contas mensais de energia elétrica.
Assim como a administração municipal, a autarquia não tem margem financeira para investimentos.
Para o futuro, vale a receita de gastar onde realmente é necessário e buscar economizar onde é possível, sem comprometimento de serviços. O segundo passo é aumentar a receita, sem onerar o contribuinte. Bons projetos podem ser agraciados com verbas governamentais, emendas de deputados e fundos, como o Fehidro.