
Auany integra o Laboratório de Genômica e Conservação de Peixes (Lagenpe) da Unesp- Bauru, onde desenvolveu a pesquisa que ajudou a revelar a origem de materiais traficados (divulgação)

Entre os materiais apreendidos estavam bexigas natatórias de peixes, nadadeiras de tubarão e milhares de pepinos-do-mar secos

A bióloga e pesquisadora baririense, Auany Camila Fantinelli, 22 anos, participou de um estudo desenvolvido pela Unesp de Bauru, em parceria com o IBAMA, que utilizou análise de DNA para identificar espécies marinhas apreendidas em cargas no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Auany é bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Bauru) e graduanda na modalidade de Licenciatura pela mesma instituição. Atualmente é Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Zoologia) do Instituto de Biociências de Botucatu (IBB) e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Ela integra o Laboratório de Genômica e Conservação de Peixes (Lagenpe) da Unesp- Bauru, onde desenvolveu a pesquisa que ajudou a revelar a origem de materiais que estavam sendo enviados ilegalmente para outros países.
O trabalho ajudou a revelar o tráfico internacional de animais marinhos que seriam enviados principalmente para países asiáticos. Entre os materiais apreendidos estavam bexigas natatórias de peixes, nadadeiras de tubarão e milhares de pepinos-do-mar secos.
Como os animais estavam desidratados e sem características visuais que permitissem a identificação, os pesquisadores utilizaram técnicas de genética forense para determinar as espécies. A análise permitiu a identificação de duas espécies, cuja pesca no país é proibida.
A pesquisa reforça a importância da genética como ferramenta de fiscalização ambiental e combate ao tráfico de animais silvestres, permitindo identificar espécies mesmo quando o material apreendido está completamente descaracterizado.
O trabalho da baririense, em conjunto com os pesquisadores, ganhou repercussão no meio científico e foi divulgado em publicações conceituadas como Revista Fapesp e em reportagens do G1, Terra, Neo Mondo e NCNews.





















