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Na edição do Dia dos Pais, Jornal Candeia conversou com dois pais de gerações distintas. 43 anos separam os dois entrevistados. A ideia foi retratar conquistas e desafios que os pais enfrentam em épocas tão diferentes.

O resultado de certa forma surpreende. Há boa dose de diversidade, mas o empresário Vitório Prearo, que tem 75 anos e foi pai aos 26 anos; e o bancário Henrique Martins, que tem 34 anos e há 10 meses se tornou pai, têm muita coisa em comum.

Ambos destacam valores e princípios semelhantes ao descrever a relação com os filhos e a família, como dialogo, companheirismo, honestidade e trabalho. Também ressaltam a vivência cristã como primordial no modelo familiar que formaram ou que ainda buscam. Vitório e Henrique se dizem presentes na criação dos filhos e relatam preocupação de repassar parte dos princípios e valores que herdaram dos pais.

Uma boa coincidência, por sinal, está no fato de que ambos são pais de gêmeos. Arthur e Eduardo, de 10 meses, são os filhos de Henrique. Vitório, há 43 anos é pai de Ricardo e Rogério.

 

50 anos de casamento

“Temos muito amor e orgulho das gerações que vieram de nossa união e da família que construímos juntos”, destaca Vitório – Divulgação

Vitório e Célia Maria Guertas Prearo comemoraram Bodas de Outro no dia 25 de julho.  A data sela anos de cumplicidade e companheirismo que tiveram início ainda nos tempos de colégio, em 1965. Em julho de 1970 casaram-se e tiveram quatro filhos: Patrícia, 48, Gustavo, 46, e os gêmeos. O casal curte a convivência com quatro netos: Vitória Luise, 18, Marina Luisa, 16, Maria Antônia, 8, e Gustavo Filho, 6.

“Ainda jovens fazíamos planos quanto aos filhos. Sabíamos dos desafios que enfrentaríamos como pai e mãe e isso nos encantava ainda mais. Quando já tínhamos dois, decidimos ter mais um, mas tamanha surpresa quando descobrimos que eram na verdade mais dois e assim dobrando nossa felicidade e nosso número de filhos”, conta o entrevistado.

Vitório iniciou sua vida profissional como bancário em 1963, onde permaneceu por cinco anos. Após esse período se estabeleceu com loja de loterias por 10 anos, paralelamente, desenvolveu uma sociedade familiar na agropecuária. A partir de 1974 esteve à frente de nova atividade na indústria têxtil. A partir do ano 2000 coloca em pratica um novo projeto, desta vez com a criação de frigorífico de aves, que permanece até hoje. Célia a partir de 1970 começou carreira de professora na zona rural e ficou até 1981. No ano seguinte ingressou em Carapicuiba (SP), numa escola estadual.  Em 1983, removeu-se para EE Profª Idalina Viana Ferro até 1996, quando se aposentou.

Segundo Vitório, ao longo dos anos, buscaram “um casamento firmado na honestidade e no trabalho, com o compromisso de formar uma família íntegra e feliz”.

Ressalta que o casal sempre frequentou a igreja católica, participando de ações sociais e “levando pelas mãos nossos pequeninos”. Para ele, isso permite oferecer valores alicerçados no amor e no respeito ao próximo e na fé.  “Esses valores são passados com austeridade e firmeza, inclusive até hoje para nossos netos”, comenta o empresário.

Vitório não esconde a emoção ao falar sobre a família que formaram.  “Temos muito amor e orgulho das gerações que vieram de nossa união e da família que construímos juntos”, destaca.

Para tanto, conta que sempre foi um pai presente, desde quando eram bem pequenos. Relata alegria em participar de todos os momentos dos filhos, nas conquistas, frustrações ou decisões.  “Oferecendo o melhor quanto a educação doméstica, baseado em bons princípios e valores inclusive sendo firme e pontual em minhas cobranças”, afirma.

Vitório ressalta que a preocupação constante é ensinar aos filhos a importância de se cumprir a palavra, com integridade. “Isso recebi dos meus pais. Valorizo e proporcionei a todos eles formação acadêmica, oportunidade esta que nem tínhamos no passado”, pondera.

Se tivesse oportunidade de bater um papo com um pai jovem, diria que acompanhar e orientar de perto a formação de filhos e netos é essencial em qualquer circunstância da vida. “Nada é mais importante que o amor, o diálogo e o respeito mútuo”, finaliza.

“Os valores são passados com austeridade e firmeza, inclusive até hoje para nossos netos”, comenta o empresário – Divulgação

SolCris

Segundo Henrique, o cuidado com os bebês tão dependentes contribuiu para o crescimento do casal. “Tivemos que nos dedicar e apoiar um ao outro nos afazeres diários” – Divulgação

Henrique é casado com Ana Claudia Moco Martins, 31 anos. Ele, formado em Ciências Contábeis, trabalha no Banco Bradesco há 11 anos. Profissional de Psicologia, Ana Cláudia mantém clínica há 8 anos.

O bancário relata que se conheceram no grupo de jovens SolCris, em 2002. Diz que desde aquela época o respeito em comum, convivência cristã e as amizades refletiam um modelo de família que os encantavam e que almejavam.

Começaram a namorar em 2003 e o relacionamento sempre foi baseado em diálogo, companheirismo e oração. “Isso nos fez seguir firmes no propósito de construir a nossa família e a vontade de termos filhos”, relata o bancário.

Henrique conta que após 11 anos de namoro, em julho de 2014 ficaram noivos e no ano seguinte realizaram o sonho de casar e formar família.

Casados há quatro anos, ficaram dois curtindo a vida a dois, mas o pensamento do casal sempre era ter filhos. “Em 2019 decidimos aumentar a família só que não sabíamos que seria de forma tão rápida e em dose dupla. Mas o desejo de ter filhos era tão grande que ficamos muito felizes”. Um detalhe:  Henrique também é gêmeo da irmã Eliane.

Ele conta que a gestação ocorreu de forma tranquila, aproveitaram bastante essa fase, sempre passando amor para os Arthur e Eduardo, ainda na barriga.  A bolsa rompeu com antecedência e nasceram na véspera do dia de Nossa Senhora Aparecida. “Foi uma cesárea tranquila e eu estive presente o tempo todo.  Participei de todos os momentos na Santa Casa de Jaú, desde as trocas e banhos nos bebes”, descreve o pai orgulhoso.

Como toda mudança, não foi diferente a adaptação, ainda mais com dois bebes e os pais de primeira viagem. “Mas o amor, a ajuda um ao outro e o diálogo prevalecem até hoje”, garante o pai.

Segundo Henrique, o cuidado com os bebês tão dependentes contribuiu para o crescimento do casal. “O pai e a mãe também nascem junto com os bebes e isso gera incerteza e medo. Tivemos que nos dedicar e apoiar um ao outro nos afazeres diários”, comenta Henrique.

O bancário afirma que como pai é uma pessoa bem presente.  Ajuda no banho, troca das fraldas, dá comida, passeia, faz dormir, brinca e tantas outras coisas. Não mede esforços para o bem estar dos filhos e está sempre de bem com a vida, tentando fazer os pequenos sorrirem.

Como todo pai, a maior expectativa é ver os filhos felizes, realizando seus sonhos e dando continuidade na construção da família

Diz que tem o pai como modelo de figura paterna.  “Sempre admirei a garra do meu pai com o cuidado na nossa casa, irmãos e mãe. Mesmo sendo de família humilde ele nunca nos deixou faltar nada”, ressalta. Como o seu pai, pretende deixar para os filhos os princípios de dignidade e o respeito como ser humano.

Se tivesse oportunidade de bater um papo com um pai mais experiente pediria algumas orientações sobre o cuidado com os filhos e como lidar em certas situações que ainda estão por vir. “Seria mais uma troca de experiência para sempre buscar o melhor para meus filhos”, conclui.