
Abrigo da Associação Focinho Carente, Letícia Cantacini e Eliane Berbel, da entidade, e prefeito Airton Pegoraro, vereador Roni Romão e médico veterinário Cristiano Barbieri (Divulgação)

A causa animal em Bariri vem registrando avanços importantes nos últimos anos, resultado de ações do Ministério Público, investimentos da Prefeitura e parcerias voltadas ao bem-estar de cães e gatos no município.
Entre as principais medidas está o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2023 entre a Promotoria de Justiça e a Prefeitura, estabelecendo obrigações para fortalecimento da política pública de proteção animal. Independentemente de quem esteja à frente do governo municipal, as medidas acordadas devem ser implementadas.
O acordo prevê ampliação de castrações, campanhas educativas, assistência veterinária, vacinação, fiscalização de maus-tratos e implantação futura de um Centro de Controle de Zoonoses. O centro era para começar a ser instalado no primeiro semestre de 2026, mas, segundo apurado pelo Candeia, há conversas entre poder público e Promotoria de Justiça para prorrogar o prazo.
Nesse governo e no anterior foram realizadas várias campanhas de castrações de cães e gatos no município.
Outro avanço recente foi a contratação da empresa Cristiano Barbieri-ME para prestação de serviços veterinários destinados principalmente a animais de rua e famílias de baixa renda.
O contrato contempla consultas, exames, vacinas, procedimentos cirúrgicos e diversos atendimentos especializados, reforçando o controle populacional e a prevenção de zoonoses no município.
A Prefeitura também realizou licitação para acolhimento e abrigamento de animais em situação de abandono. A ONG Arca da Fé Resgate Animal, de Bauru, ficou responsável pelos serviços de recolhimento, alimentação, acompanhamento veterinário e manejo adequado dos animais acolhidos, garantindo melhores condições de proteção e bem-estar.
De acordo com a administração municipal, em 2024 eram repassados R$ 8.250,00 mensalmente para a Associação Focinho Carente, que cuida do abrigo de animais na cidade.
No ano passado, o valor foi reajustado para R$ 10.500,00mensais. Neste ano, o montante passou para R$ 18.500,00. Como os atendimentos crescem constantemente, o valor torna-se inviável.
O desafio da entidade é manter os cuidados com os animais que permanecem no abrigo e diminuir as despesas com fornecedores e prestadores de serviço, como veterinários. A situação chegou a tal ponto que a associação informou que não iria mais acolher animais errantes.





















