
Licitação tem valor máximo de R$ 9,7 milhões para período de 12 meses, contemplando 4.655 alunos (Divulgação)
A Prefeitura de Bariri realizará no dia 19 de junho a sessão pública de uma licitação destinada à contratação de empresa especializada para a prestação dos serviços de alimentação escolar da rede municipal de ensino. O valor estimado do contrato é de R$ 9,7 milhões para um período de 12 meses.
O objeto da contratação prevê o preparo da alimentação escolar, fornecimento de todos os gêneros alimentícios e insumos necessários, logística, transporte e distribuição das refeições nos locais de consumo, além da supervisão dos serviços, manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e utensílios utilizados nas cozinhas escolares. Também está incluída a limpeza e conservação das áreas abrangidas pelo contrato.
Segundo a documentação do processo, o município mantém atualmente uma rede de 24 unidades educacionais, entre creches, EMEIs, EMEFs, escolas estaduais conveniadas, Programa de Ensino Integral (PEI), Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ETEC. Juntas, essas unidades atenderam 4.655 alunos matriculados no ano letivo de 2026.
A administração municipal justifica que a prestação do serviço exige elevada complexidade operacional, envolvendo a preparação diária de diferentes cardápios para diversas faixas etárias e necessidades nutricionais, além da distribuição de alimentos perecíveis em veículos apropriados.
O contrato também exige fornecimento, instalação e manutenção de equipamentos de cozinha e acompanhamento permanente por nutricionista devidamente habilitado junto ao Conselho Regional de Nutricionistas (CRN).
O atual contrato para alimentação escolar foi firmado em maio de 2022 com a empresa Sunny Alimentação e Serviços Ltda., pelo valor de R$ 5,041 milhões. Posteriormente, foram feitos aditivos no contrato, com majoração nos valores devido ao reajuste em produtos alimentícios e insumos.
TCE
Em fevereiro deste ano, após reclamações sobre a merenda escolar em Bariri, a Prefeitura esclareceu que estava realizando adequações no controle da alimentação fornecida aos alunos devido a uma exigência do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Segundo o prefeito Airton Luis Pegoraro comentou à época, uma auditoria apontou falhas no acompanhamento das quantidades servidas, levando o município a reforçar a fiscalização do contrato.
A nutricionista responsável informou que vistoriou escolas e constatou sobra de alimentos, descartando falta generalizada de merenda. De acordo com a administração, eventuais problemas ocorreram de forma pontual durante a adaptação ao novo sistema de controle.
A Prefeitura afirmou que a quantidade de alimentos é definida por critérios técnicos e que estava trabalhando junto às escolas, ao Conselho de Alimentação Escolar e à empresa fornecedora para ajustar procedimentos. O município garantiu que nenhum aluno ficaria sem alimentação.
ESTIMATIVA DE MERENDAS SERVIDAS AO DIA






















