
‘Tia Cleyde’ contribuiu para o debate pedagógico da importância da educação infantil para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança (Divulgação)

Escola Pinóquio permaneceu em atividade por 20 anos, fazendo parte da infância e da formação de diferentes gerações de baririenses

Segunda-feira (24), Bariri recebeu a notícia do falecimento da educadora Cleyde de Lourdes Gonçalves Matiuzo, aos 90 anos, em decorrência de agravamento da doença de Parkinson, enfermidade que enfrentava há 20 anos.
‘Tia Cleyde’, como era carinhosamente chamada, foi pioneira da educação infantil particular em Bariri. Ainda na década de 70, fundou a Escola Maternal, Jardim, Prezinho e Pré-Escola Pinóquio, que permaneceu em atividade por 20 anos, fazendo parte da infância e da formação de diferentes gerações de baririenses.
De forma didática e multiplicadora, ela contribuiu para o debate pedagógico da importância da educação infantil para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social da criança. Influenciou educadores e pais ao defender que cada criança tem seu próprio tempo para aprender, brincar e se expressar; e de como é essencial criar espaços calmos, lúdicos e livres de excesso de estímulos negativos, hoje tão presentes em ambientes escolares.
Cleyde nasceu em 12 de maio de 1936, filha de imigrantes espanhóis que se estabeleceram no comércio nesta cidade. Casou-se com Urbano Matiuzo, com quem constituiu sua família. Foi mãe de dois filhos, Paulo e Beatriz, e avó de quatro netos: João (in memoriam), André, Davi e Pedro Henrique.
Formou-se no Magistério e, posteriormente, em Pedagogia, aprofundando sua formação com pós-graduações em Administração Escolar e Educação Infantil. Além da gestão da Pinóquio, lecionou nas Escolas Euclydes Moreira da Silva (onde se aposentou) e Prefeito Modesto Massom.
Nos últimos 20 anos de sua vida, Cleyde conviveu com a doença de Parkinson. Com o passar do tempo, a doença lhe trouxe limitações, mas, segundo a família, jamais diminuiu sua vontade de viver. “Dona de uma força singular, enfrentou e superou inúmeros desafios, adaptando-se às novas circunstâncias. Lutou pela vida até o último momento, com a mesma determinação que marcou sua trajetória pessoal e profissional. O Parkinson lhe impôs limites; sua vontade de viver, porém, nunca se deixou limitar”, relata a filha Beatriz.





















