Composição 1_1
Composição 1_1

Gestor geral da Santa Casa de Bariri, Mozart Marciano: há três meses pedindo exoneração do cargo – Foto: Arquivo/Candeia

Em ofício datado de 12 de agosto, médicos que fazem parte do corpo clínico e do conselho superior de administração, ambos da Santa Casa de Bariri, decidiram pedir a saída de Mozart Marciano do cargo de gestor geral do hospital.
O documento foi remetido ao prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) e ao Ministério Público (MP) local.
Anteontem (19) a carta assinada pelos médicos tornou-se pública, após divulgação no Facebook da 91 FM.
Marciano decidiu colocar o cargo à disposição, no entanto, Abelardo Simões não aceitou o pedido de exoneração.
O prefeito reuniu-se na noite de anteontem (19) com o presidente do conselho superior de administração da Santa Casa de Bariri, o médico pediatra Luis Gonzaga Gerlin, e com o diretor técnico da Santa Casa, o médico Marco Antonio Gallo.
Ao Candeia, Abelardinho Simões disse que Marciano continua à frente da Santa Casa, pelo menos até que outro nome seja apresentado para assumir a administração do hospital.
O chefe do Executivo relata que nessa semana efetivou-se a abertura de contas específicas para a Santa Casa, conforme determinação judicial e cumprimento da medida pelo Banco Central, livres de bloqueios judiciais.
A movimentação das contas cabe ao gestor. Segundo o prefeito, uma mudança na administração da Santa Casa agora traria problemas para a efetivação de pagamentos a funcionários e fornecedores.
Abelardo Simões diz que há três meses Marciano vem pedindo exoneração do cargo, mas que há dificuldade em encontrar profissional para substituí-lo. O motivo é que a gestão do hospital é bastante complicada nas esferas administrativa, financeira e jurídica.

Relação estremecida

A reunião entre médicos do corpo clínico e do conselho superior de administração ocorreu no dia 11 de agosto.
Na ocasião, decidiram por unanimidade pedir a dispensa imediata de Marciano da função de gestor. Ainda no ofício, os médicos requereram o veto do nome dele para qualquer outro cargo ligado ao hospital.
Os membros do corpo clínico e do conselho superior de administração solicitaram ainda do prefeito que o nome do novo gestor tenha aprovação dos dois órgãos ligados à Santa Casa e também da Promotoria de Justiça.
Gonzaga disse ao jornal que pretende tratar do assunto posteriormente junto à imprensa e que gostaria que o caso tivesse sido resolvido sem exposição. A maior preocupação dele é preservar ao máximo a instituição de saúde.
O Candeia apurou com duas fontes distintas (que pediram anonimato) que a relação entre Marciano e os médicos não é boa porque o gestor não estaria fazendo os pagamentos atrasados aos médicos, estaria tratando-os de forma desigual e também não estaria adotando as práticas necessárias para dar a devida transparência à Santa Casa. O jornal não conseguiu falar com o gestor.

Alcir Zago