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Local da chacina que deu origem à caçada a Lázaro Barbosa fica a cerca de 26 quilômetros da chácara onde o casal mora – Divulgação/JCnet

Os crimes recentes cometidos por Lázaro Barbosa e a caçada policial ao criminoso, que já dura mais de duas semanas, colocaram fim à tranquilidade nas zonas rurais do Distrito Federal e de Goiás e alteraram a rotina dos moradores dessas regiões, que temem pela sua segurança. Em meio a esse clima de tensão e de medo, o aposentado baririense Marcos Tadeu Antonio, 53 anos, e a sua esposa, a servidora pública Gilka Lopes, 35 anos, que moram em uma chácara na área rural de Brasília, próximo à região de Brazlândia, contam sobre a expectativa pela localização e prisão do homem mais procurado dos últimos tempos no País.

Por questão de segurança, eles pediram para não ter a foto divulgada. A notícia da chacina de uma família em Ceilândia (DF), em 9 de junho, atribuída à Lazaro Barbosa, acendeu o sinal de alerta. O local fica a cerca de 26 quilômetros da chácara onde o casal mora.”A reação imediata foi de compadecimento pela tragédia noticiada. Poderia ter sido qualquer um de nós, pois, ao que tudo indica, a escolha dessa família assassinada pode ter sido aleatória.  Além disso, aumentou nosso nível de alerta e a preocupação com a nossa segurança na chácara”, diz

Atualmente, as buscas pelo criminoso se concentram na região do Distrito de Girassol, em Goiás, que fica distante cerca de 39 quilômetros da propriedade dos dois. Por conta de compromissos no Distrito Federal, há alguns dias, eles estão ficando na área urbana.

Nesta quarta-feira (23), foram de dia até a chácara para cuidar das plantas. A servidora admite que ficar lá, neste momento, lhe deixa insegura.”Acabamos vindo para nossa casa na cidade de Brasília por termos afazeres por aqui”, afirma.”Mas prefiro ficar na cidade até as coisas se resolverem”.

O casal revela que a série de crimes imputados a Lázaro mexeu com a rotina dos moradores da região pelo fato de o paradeiro dele ser incerto. Apesar de pontuar que a violência não é exclusiva dos grandes centros e dizer que, já há algum tempo, ela faz parte do dia a dia de quem mora no campo, o aposentado pondera que o caso Lázaro tem um agravante.”Nesse caso em especial, a questão vai além da violência patrimonial, pois há relatos de que ele pode ter cometido violência sexual, o que indica a sua alta periculosidade e imprevisibilidade”, afirma.

‘CURIOSIDADE POPULAR’

O casal também falou sobre a caçada ao criminoso, que vem mexendo com o imaginário popular.”O fato de ser noticiado pela mídia ajuda a disseminar a informação, e as pessoas podem reconhecer o fugitivo. Porém, criou-se uma espécie de curiosidade popular, algo que soa como um roteiro de filme, devido à mobilização de tantos policiais em torno de uma pessoa. Todos querem dar palpite na estratégia de busca, todos ficam à espera do desfecho”, declara Lopes.

Fonte: JCNet