Trailers e abertura de rua
Os assuntos mais comentados (e polêmicos) em Bariri na semana foram com relação à sugestão da vereadora Aline Mazo Prearo (Republicanos) à Prefeitura para abertura de rua em frente da Igreja Matriz e ao inquérito civil aberto pelo Ministério Público (MP) para remoção de trailers e construções instalados de forma definitiva em espaços públicos.
Em relação ao primeiro tema, o Candeia publicou matéria em suas redes sociais no meio da semana. Centenas de internautas fizeram comentários, a maioria contra a abertura da rua.
Esse é um assunto que historicamente sempre dividiu opiniões no município. Há receio de que as mudanças possam descaracterizar o local mais do que resolver o problema de fluxo de trânsito e aumento de vagas de estacionamento.
O que é preciso não só para o entorno da Igreja Matriz, mas para outras praças é o investimento em paisagismo, plantio de grama, recuperação do calçamento etc. Se a Praça Joaquim Lourenço Corrêa estivesse em ordem, talvez não fosse discutida a possibilidade de abertura de rua nesse momento.
A sugestão da vereadora Aline está lançada. Agora, é ouvir a opinião da população e discutir os prós e contras dessa ideia. Vale destacar que a cobertura pretendida para o local tem custo altíssimo.
Com relação aos estabelecimentos instalados em áreas públicas, trata-se de uma questão delicada do ponto de vista social e econômico, mas que esbarra numa ocupação irregular de espaços públicos.
Historicamente, governos municipais fizeram vistas grossas a esse tipo de ocupação. Até chegar um momento em que o Ministério Público (MP) foi acionado e passou a apurar a situação.
A providência inicial era que o poder público fizesse a remoção de 20 trailers instalados de forma definitiva em áreas públicas. No entanto, na quarta-feira (22) houve reunião entre promotora de Justiça que cuida do inquérito civil e representantes da Prefeitura e da Câmara de Bariri.
O Executivo ganhou 10 dias para apresentar propostas ao MP na tentativa de dar solução para o caso. A Promotoria de Justiça, a partir daí, irá deliberar sobre a proposta, mas de antemão é preciso considerar que cedo ou tarde os espaços públicos não poderão mais contar com estabelecimentos fixos.
A expectativa é que a administração municipal possa auxiliar os donos dos estabelecimentos caso percam o “ganha-pão” em determinado momento. A discussão de uma área para servir como lanchódromo é uma das possibilidades.





















