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Palavra aberta: A causa de beatificação e canonização de Madre Leônia

26 abr, 2024

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PARTE 1: Desejo Caminhar e Jamais me Instalar

Antes de iniciar a minha simples fala sobre a Serva de Deus Madre Leonia e a sua Causa de Beatificação e Canonização que graças a Deus está caminhando bem, gostaria de refletir um pouquinho com vocês sobre as viagens que transformam a nossa vida. A nossa querida cidade de Bariri, certamente não teria recebido em julho de 1953, 70 anos atrás madre Leonia e as irmãs que vieram da Itália, se elas não tivessem tido a coragem de fazer como Abrahão, deixar tudo e partir, atravessar o Oceano e chegar na bendita terra de Santa Cruz, ou Brasil, peregrinando por essas cidades do Noroeste de São Paulo, para fazer o bem, servir as pessoas necessitadas e evangelizar.
Madre Leonia e as irmãs eram jovens e cultivavam um sonho, ser missionárias e estar a serviço dos pobres. Ela deixaram a querida Nápoles na Itália e por meio de um filho desta querida terra de Bariri, o padre Nelson Antonio Romão, viram para o Brasil. Ele primeiro as chamou para a Itália, mas o seu coração era generoso, magnânimo e percebendo que trabalhar junto com as irmãs fazia um bem imenso ao povo da sua paróquia de Matão, ele trouxe as primeiras irmãs para conhecer a sua gente, a sua querida Bariri.
Uma viagem bem mais curta, do que aquela que haviam feito entre céu e mar, navegando para um continente desconhecido, para a América, como tantos emigrantes, sacerdotes e religiosas. De Matão a Bariri, a viagem era curta, a estrada era de terra e a natureza ainda era exuberante, como as fazendas que produziam quase tudo, e ostentavam poder e bem-estar, quem a possuía e tanta dificuldade para quem trabalhava a terra.
Em 1953, madre Leonia conheceu a cidade de Bariri. Ela veio para abrir a casa das irmãs em Bariri e em outras cidades da diocese de São Carlos. A Serva de Deus trazia dentro de si o desejo de ser uma missionária, simples, humilde e desconhecida. Queria consumir a vida a serviço do Reino de Deus e dos pobres, seguindo Jesus missionário e redentor, que deu a vida por cada um de nós. Ela sempre quis caminhar e jamais se instalar, ficar paralisada no mesmo lugar. Ela conheceu os continentes e onde não chegaram os seus pés, chegou o seu coração, a sua oração, o seu bom exemplo. Isso nos ensina que navegar é preciso e que as viagens nos transformam, também a pequena e grande viagem que fazemos dentro de nós. Uma viagem que os santos de todos os tempos costumam fazer para encontrar a si mesmos e sobretudo para encontrar-se com Deus, com os irmãos e com o universo criado por Deus, fazendo desta terra uma casa, como afirma Papa Francisco, a casa de todos nós.

Viagens que transformam? ou “Navegar é preciso”?

Nesta casa que habitamos nós, podemos nos perguntar que viagens tenho feito que transformaram minha vida? Trabalhando na Causa de Beatificação e Canonização de madre Leonia, eu faço constantemente uma viagem no mundo dos santos e dos poetas. Perguntei a eles o sentido da viagem da vida. Encontrei Paulo de Tarso no caminho de Damasco, onde Jesus lhe perguntou porque o perseguia. E de perseguidor dos cristãos o transformou em apóstolo dos gentios, anunciando e testemunhando os valores do Evangelho, a nova via dos discípulos de Jesus e das primeiras comunidades.
Deparei-me com outros santos, como Santo Agostinho, inquieto, dinâmico, criativo, sedento para conhecer o mistério da Trindade Santa, da relação de um só Deus em três pessoas, modelo de toda comunidade humana. E recordei o grande poeta português, Fernando Pessoa, que já dizia que “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Ou seja, o poeta descreve a viagem da alma, dos sonhos, da arte de criar, de tecer relações e do mundo dos sentimentos. Se não existe isso, falta-lhe o sentido da vida. O poeta deve sair de si, perder-se e doar-se para tocar a alma humana e construir a mística do poema da vida.
Por fim decidi navegar com Madre Leonia Milito, e com ela fiz a viagem do coração. Juntas atravessamos os mares, cortamos os céus de cada continente e trilhamos os caminhos do mundo, usando todos os meios de transporte possíveis, tecendo poemas de fé, de esperança e de caridade. Ela sempre desejou ser a peregrina do amor e para isso fez sua opção fundamental por Jesus e pelos irmãos, consciente de que navegar, viajar é preciso, mesmo que tenha que perder a vida, para conquistar a eternidade e tornar feliz um irmão.

Cruzando os mares para servir o Reino.

Uma das viagens que transformou a vida de Madre Leonia e de muitos irmãos, aconteceu em 1953. Ela deixou a bela Nápoles, na Itália e com um grupo de irmãs, veio expandir a missão da Congregação Franciscana no Brasil. Em poucos dias na nossa terra, ela compreendeu que a missão transforma e santifica as pessoas. E na escola do Imaculado Coração de Maria, ela viveu como discípula de Jesus anunciando com o seu testemunho e com a sua palavra e ensinamentos que a vida é missão e que unidos como comunidade fraterna e eclesial, podemos construir juntos um mundo mais humano e fraterno.
Em 09 de agosto de 1953 padre Nelson Romão, madre Leonia e um grupo de irmãs chegaram em Bariri para iniciar a missão nesta cidade. Uma multidão de pessoas esperavam ansiosas as irmãs, na praça diante da Paróquia, junto com o pároco de Bariri e as autoridades. Com nobreza de coração os baririenses acolheram madre Leonia e as irmãs, com discursos cheios de afeto e de vontade de ver prosperar a missão e a presença das irmãs na comunidade.
Nesta cidade, madre Leonia tomou nas mãos o microfone, e agradeceu o gentil e nobre povo de Bariri, revelou a todos que uma santa e misteriosa alegria invadia o seu coração missionário, e a fazia abraçar, junto com as irmãs a missão significativa e santa que as aguardava. Queriam ajudar a proteger a infância, a juventude, os deserdados da sorte e sobretudo, testemunhar Jesus com fortaleza e heroica doação, como o fizeram os santos. E na escola dos santos ela queria inflamar os corações no amor de Cristo, no fogo da caridade, que une a todos em só coração. Esse amor, afirmou madre Leonia, encurta as distâncias e une as nações e os corações, no vínculo santo da caridade, na Eucaristia que se fortalece a cada dia, na santa comunhão eucarística, na fraternidade e solidariedade entre todos.
As irmãs, disse madre Leonia, vieram a Bariri, para levar a presença de Deus a todos, para crescer juntos na santidade, para fazer sorrir a quem sofre, sendo solidárias e incansáveis no serviço generoso às crianças, à juventude, aos idosos necessitados. As palavra dela tocaram o coração do povo de Bariri. Ela ficou quinze dias na cidade. Um senhor, emocionado, disse à uma das irmãs: bem se vê que madre Leonia veio de Nápoles, da terra do vulcão. O seu amor a Deus é como a explosão de um vulcão que aquece e ilumina a nossa vida, inflama o nosso coração e nos leva a amar sempre mais a Deus e aos irmãos. Eu não entendi tudo o que ela disse, mas isso encheu de alegria e de paz meu coração.
Em seguida, desta generosa terra, Deus tocou o coração das primeiras jovens que vendo o testemunho de madre Leonia e das irmãs, se apresentaram para falar com ela e expressaram o desejo de serem religiosas. Dentre elas a irmã Isaura Prearo, uma grande missionário, no ardor da sua adolescência foi procurá-la e depois de uma conversa a sós com madre Leonia, saiu a procura de suas amigas para dizer que havia encontrado uma madre santa e que ela também sentia o desejo de ser religiosa. Reuniu um pequeno grupo de amigas e voltaram à casa das irmãs, mas não encontraram madre Leonia, ela estava havia retornado para Matão, precisava levar a Palavra de Deus a outros irmãos, expandir o Reino de Deus. Tinha orientado madre Ausilia De Luca a primeira superiora da comunidade, que organizou a obra e consolidou a primeira obra a serviço dos idosos, junto com as irmãs e os vicentinos, entre eles, o senhor Benedito Kronka e tantos outros, que ajudaram a construir a nossa história, a agradecer a Deus pelas maravilhas do passado e do presente.
A missão idealizada por Madre Leonia prosperou para o bem da Igreja e dos mais pobres, que precisavam de uma mão amiga. E com Jesus ela viveu a sua paixão pelo Reino e pelos irmãos, os dias de calvário e as alegrias da ressurreição, fazendo da sua existência uma missão, na Igreja e para a Igreja, para os irmãos pobres, os mais pobres, como um profetiza dos nossos tempos carente de paz, de amor e fraternidade. Ela sabia que o caminho se faz caminhando, com passos firmes em direção à pátria eterna, sentindo os apelos de Deus e dos irmãos.

Irmã Terezinha de Almeida
Postuladora

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