Eduardo, primeiro baririense nascido na Santa Casa de Bariri em 2019, fugiu à estatística e veio através de parto normal
A Santa Casa de Bariri divulgou dados referentes aos nascimentos e partos registrados em 2018. Em relação ao ano anterior, houve queda de 21% no número de nascimentos. As cesáreas representaram 93% dos partos realizados pelo hospital. Os índices foram levantados pela assistente social Ana Maria Akashi.
Segundo os dados, nasceram 308 crianças na maternidade da Santa Casa em 2018. O número é 21% menor que em 2017, quando nasceram 392 bebês. De acordo com os registros, os partos realizados em 2018 trouxeram ao mundo 158 meninas e 150 meninos.
O número – 308 – difere do divulgado pelo Cartório de Registro Civil, que aponta para o nascimento de 406 crianças em 2018. A diferença ocorre, em especial, porque nem todos os bebês registrados no Cartório de Bariri nasceram na Santa Casa. Muitas parturientes optam por fazer o pré-natal e o parto em municípios vizinhos, em especial Jaú.
Essa ocorrência não é novidade, mas a crise financeira e administrativa por que passa a Santa Casa de Bariri em 2018 deve ter contribuído para que a diferença – 98 nascimentos – alcançasse patamar inédito. No Cartório, os dados apontam para manutenção da média de nascimentos de anos anteriores.
Cesáreas
Os dados de 2018 confirmam tendência de alta na porcentagem de cesáreas realizadas pela Santa Casa, atingindo o índice de 93% dos partos realizados. Em 2016, a taxa de cesárea era de 88,7% e em 2017, 90,2%.
De acordo com a assistente social, dos 308 partos realizados em 2018 no hospital, 287 foram através de cesáreas e 21 normais.
O índice está muito acima do considerado ideal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e bem maior que a do Brasil, que no ranking internacional, aparece como um dos líderes em realização de cesáreas. No Brasil, somente no Sistema Único de Saúde (SUS), a taxa de cesáreas alcança 42% do total de partos. Nos hospitais particulares, os números chegam a 80%.
Dentre os motivos que levam as grávidas a optarem pela cesárea, está o ideário popular, que, por desinformação, faz as mulheres temerem o parto vaginal. A maioria delas tem medo da dor e de possíveis complicações para o bebê.
Para os especialista, é justamente o contrário: o risco de desenvolvimento de problemas tanto para a mãe quanto para a criança são maiores nas cesarianas. A carência está, portanto, no grau de informação das gestantes.
Nascimentos e Partos 2018
MÊS FEMININO MASCULINO CESÁREA PARTO NORMAL TOTAL
JANEIRO 15 12 25 2 27
FEVEREIRO 6 14 18 2 20
MARÇO 14 10 21 3 24
ABRIL 16 15 30 1 31
MAIO 18 12 27 3 30
JUNHO 10 8 18 0 18
JULHO 15 11 25 1 26
AGOSTO 11 17 24 4 28
SETEMBRO 12 8 19 1 20
OUTUBRO 13 17 30 0 30
NOVEMBRO 12 10 21 1 22
DEZEMBRO 16 16 29 3 32
TOTAL 158 150 287 21 308
Nascimentos/2018
GÊNERO NÚMERO VAR%
FEMININO 158 51,3%
MASCULINO 150 48,7%
TOTAL 308 100%
Partos/2018
PARTOS NÚMERO VAR%
NORMAL 21 6,82%
CESÁREA 287 93,18%
TOTAL 308 100%.
Comparação
ANO NORMAL CESÁREA TOTAL FEMININO MASCULINO TOTAL
2016 44 342 386 189 202 391
2017 36 355 391 204 188 392
2018 21 287 308 158 150 308
ANO NÚMERO DE PARTOS CESÁREAS VAR%
2016 391 342 88,7%
2017 391 355 90,2%
2018 308 287 93,1%
SANTA CASA 2017 2018 VAR%
NASCIMENTOS 392 308 -21,3%

























