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Justiça suspende processo contra Vaguinho

1 mar, 2019

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Vereador Vagner Mateus Ferreira (PSD), o Vaguinho: suspensão do processo desde que sejam cumpridas medidas impostas pelo Judiciário – Arquivo/Candeia

Alcir Zago

A Justiça de Bariri suspendeu a ação penal por lesão corporal contra o vereador Vagner Mateus Ferreira (PSD), o Vaguinho, e seu pai, Valter Aparecido Ferreira. Em contrapartida, ambos terão de cumprir algumas medidas impostas pelo Judiciário.
O caso é relacionado a possíveis agressões praticadas pelo político contra o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bariri, Gilson de Souza Carvalho, no fim de março de 2017.
Em audiência realizada no dia 22 de fevereiro, presidida pela juíza substituta em exercício na 1ª Vara de Bariri, Juliana Brescansin Demarchi, o promotor de Justiça Paulo Campos dos Santos expôs a proposta de suspensão do trâmite processual. A defesa de Vaguinho e de Valter concordou com os termos.
Pai e filho terão de cumprir período de prova de dois anos sob as seguintes condições: proibição de frequentar determinados lugares, como bares e boates; proibição de ausentar-se da comarca por mais de oito dias, sem autorização judicial; e comparecimento pessoal e obrigatório em juízo, mensalmente, para informar e justificar suas atividades pelo prazo de dois anos.
Também terão de fazer, cada um, o pagamento de prestação pecuniária de um salário mínimo, valor que poderá ser pago em até três parcelas.
Segundo o advogado Evandro Demétrio, que defende Vaguinho e Valter, a audiência foi realizada para aceitação ou não de proposta feita pelo Ministério Público para suspensão condicional do processo, ou seja, é uma faculdade que a lei processual penal possibilita de um acordo prévio em que a parte se compromete ao cumprimento de condições impostas pela Promotoria de Justiça, para que não seja processada criminalmente.
“O Vagner e o Valter entenderam por bem aceitar e não estender essa história, encerrando, assim, o caso”, afirma Demétrio.

Inquérito

O inquérito policial que trata das agressões foi assinado pelo delegado de Polícia assistente Wanderley Benedito Vendramini. O documento apontou que o eventual entrevero entre Vaguinho e Carvalho teve início na prefeitura de Bariri.
Segundo o inquérito, o vereador espontaneamente foi em direção ao presidente do sindicato e possivelmente o ofendeu.
Em seguida, Vaguinho, acompanhado do pai e do irmão (Lucas Rafael Ferreira), foram à sede do sindicato, onde teriam agredido Carvalho e Carlos Alberto Canassa, servidor público municipal. Também teriam provocado danos no local. A audiência realizada na semana passada não definiu a situação de Lucas.
Mais tarde, em frente da prefeitura, o pai e o irmão do vereador teriam agredido fisicamente o irmão de Carvalho, desfilaram com barras (possivelmente de ferro) e entraram no prédio público sem terem sido impedidos por Vaguinho, conforme o relatório do delegado.

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