
O ex-presidente da Associação Cultural Quilombo de Bariri, Edcarlos Pereira dos Santos, divulgou nesta sexta-feira (3), por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, sua primeira manifestação pública após a divulgação da abertura de inquérito civil pelo Ministério Público.
Logo no início da gravação, Edcarlos afirma que a instauração do inquérito não representa condenação e diz que está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.
“Inquérito é investigação, não é condenação, não é processo. O Ministério Público está fazendo o trabalho dele.”
Segundo ele, o crescimento patrimonial da Associação Cultural Quilombo ocorreu de forma regular, por meio da obtenção de recursos públicos previstos em editais, emendas parlamentares e convênios.
Edcarlos afirma que a entidade ampliou significativamente sua estrutura nos últimos anos, citando como exemplos a conquista de um veículo por indicação parlamentar, a aprovação de um projeto pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), no valor de R$ 170 mil, além da ampliação de projetos, contratação de funcionários e parcerias institucionais.
De acordo com ele, todas essas iniciativas passaram pelos procedimentos legais de aprovação e prestação de contas. “O Quilombo ficou rico, mas legalmente.”
Durante o vídeo, Edcarlos afirma que o fortalecimento da entidade teria provocado reações negativas de algumas pessoas e atribui as denúncias ao incômodo causado pelo crescimento institucional da associação.
Ele também declara que seu patrimônio pessoal não sofreu alterações. “Moro na mesma casa há 20 anos, continuo com o mesmo carro e minha situação financeira continua a mesma.”
Ainda segundo o ex-presidente, a investigação deverá comprovar que todos os recursos recebidos pela entidade tiveram origem em programas públicos de fomento, editais culturais e emendas parlamentares, acompanhados de planos de trabalho e prestações de contas.
Ao final da manifestação, Edcarlos reafirma confiança na atuação do Ministério Público e diz acreditar que a apuração confirmará a legalidade das ações desenvolvidas pela associação.
“Tenho consciência tranquila de que, ao final disso, ficará provado que o Quilombo cresceu legalmente.”
O inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça de Bariri tem como objetivo apurar possíveis irregularidades relacionadas à Associação Cultural Quilombo. A investigação encontra-se em fase inicial e ainda não há conclusão do Ministério Público sobre os fatos apurados.





















