Composição 1_1
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Essa semana foi agitada nos meios políticos. O prefeito Abelardo Simões e os vereadores Airton Luis Pegoraro (MDB), Edcarlos Pereira dos Santos (PSDB), Evandro Antonio Folieni (PP) e Myrella Soares da Silva (União Brasil) fizeram viagens com o intuito de trazer recursos para Bariri. Mas as idas a Brasília e a São Paulo tiveram também outros objetivos.
O primeiro ponto a ser observado é que a função básica do vereador é analisar e votar projetos do Executivo, apresentar propostas, fiscalizar a administração municipal, julgar as contas dos administradores…
Em outra frente, os vereadores solicitam recursos para o município e para entidades junto a deputados estaduais e federais com quem têm mais afinidade.
Muitos dos pedidos efetivamente se transformam em verbas, porque o parlamentar nos níveis federal e estadual contará com o apoio do vereador e outros agentes políticos na futura campanha política. Vale ressaltar que quem auxilia a cidade com recursos poderá receber boa fatia de votos na disputa.
Dentro desse panorama, o vereador acaba demonstrando na prática que não trabalha apenas duas ou três horas quando são realizadas as sessões camarárias.
A Câmara de Bariri tem realizado também outras atividades, como audiências públicas, Comissão Especial de Inquérito (CEI), comissão de assuntos relevantes, etc.
Logicamente, o eleitor e a população em geral precisam acompanhar a atuação de cada um dos vereadores, considerando participação ou ausência nos debates que cercam o município. E esse debate passa por críticas, sugestões e elogios ao que vem acontecendo em Bariri, seja por ação do poder público ou outros setores da sociedade.
Como mencionado no início deste editorial, as viagens têm também outra vertente: os agrupamentos políticos com vistas às eleições municipais de 2024.
Os arranjos passam por questões locais, em reuniões de bastidores para saber quem vai com quem na aliança política. Entram nesse grupo ex-prefeitos, ex-vice-prefeitos, ex-vereadores, agentes políticos no exercício dos cargos e líderes comunitários.
Alinhada essa etapa, o próximo passo é buscar o apoio e até mesmo o comando partidário junto a lideranças estaduais e federais.
Os caciques políticos irão analisar o quadro no município para uma tomada de decisões. Devem bater o martelo para quem reúne boas chances de chegar ao poder (Executivo e Legislativo) para, futuramente, “cobrarem” o apoio quando se lançarem candidaturas nas esferas estadual e federal.
Muitas das conversas em andamento culminarão com decisões em abril de 2024, quando será aberta a janela partidária. Na ocasião, o vereador pode trocar de legenda sem o risco de perder a cadeira. A movimentação até lá irá aumentar.

“Os arranjos passam por questões locais, em reuniões de bastidores para saber quem vai com quem na aliança política. Alinhada essa etapa, o próximo passo é buscar o apoio e até mesmo o comando partidário junto a lideranças estaduais e federais”