Composição 1_1
Composição 1_1

Em junho de 2019, nas comemorações de seus 17 anos de fundação, a Academia Baririense de Letras e Artes (Abla) realizou evento no Museu Mário Fava (Caio Glauco)

Morreu em Bariri Aristides Teixeira, aos 86 anos de idade. Seu sepultamento será nesta terça-feira (28), às 14h, no Cemitério Municipal.
Teixeirinha, como era mais conhecido, era filho de José Teixeira.
Em junho de 2019, nas comemorações de seus 17 anos de fundação, a Academia Baririense de Letras e Artes (Abla) realizou evento no Museu Mário Fava.
Na ocasião, o Projeto Saudade rendeu homenagem póstuma a José Teixeira. Seu filho, Teixeirinha, compareceu ao evento da academia.
José Teixeira nasceu em 1897 em Itapuí. Mudou-se para Bariri ainda bebê. Religioso, assumiu a função de sacristão e depois passou a trabalhar como pedreiro e como carteiro.
Por ocasião da gripe espanhola em 1919, Teixeira, com 21 anos, cuidou dos enfermos que eram descartados em frente ao Grupo Escolar de Bariri (hoje escola Euclydes Moreira da Silva), pois as vítimas eram isoladas devido à violenta contaminação.
Como voluntário ele alimentava e medicava os enfermos ainda agonizantes. Quando morriam, Teixeira envolvia-os num lençol branco, tomava-os nas costas até uma carroça para seguir para o cemitério da cidade.
Teixeira, que nunca recebeu condecoração pelo ato heroico, ainda foi humilhado em período difícil de sua trajetória, quando enfrentava problemas de alcoolismo.
No dia da inauguração da Cadeia Pública de Bariri ele foi preso alcoolizado em uma cela, para dar mais veracidade ao episódio, uma vez que não havia ninguém detido naquela ocasião.