
Familiares da bebê Heloisa Soares Silva, que morreu em casa na quarta-feira (9) após oito meses de gestação, reclamam de possível negligência e demora no atendimento pela Diretoria Municipal de Saúde. Já o setor afirma que o atendimento e o deslocamento das equipes ocorreram dentro do previsto.
Heloísa era filha do casal Maria Andrieli dos Santos Silva e Thiago Fernando Soares Silva. O corpo do bebê foi velado no Velório Municipal de Bariri e o sepultamento foi realizado na quarta-feira (9) às 16h no Cemitério Municipal de Bariri.
Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil relatou que não havia sido registrado boletim de ocorrência.
Em entrevista à Clube FM, a avó da menina, Daniela Santos, disse que Maria Andrieli fez ultrassom e que iria levar o exame para atendimento médico na segunda-feira (14).
No entanto, na madrugada de quarta-feira (9) a menina nasceu na residência, situada no Núcleo Habitacional 3, em Bariri.
Comentou ainda que a filha chegou a procurar unidade de saúde falando que estava com dores, sendo informada que estava tudo em ordem.
Assim que a menina nasceu houve chamado para a ambulância. De acordo com a família, o veículo e a equipe teriam demorado 40 minutos para chegar. Como a situação era mais complexa, houve chamado do Corpo de Bombeiros. A avó afirma que Heloísa estava viva e morreu em seguida. No entendimento dos familiares, um socorro mais rápido poderia ter salvado a criança.
Outro lado
Também à Clube FM, a diretora municipal de Saúde, Irene Chagas do Nascimento Inácio Rangel, garantiu que não houve demora no atendimento da mãe e da menina e que ocorreu uma fatalidade.
Por volta das 16h30 de quarta-feira (9) ela concluiu a apuração do ocorrido. O chamado à Central de Ambulância foi feito às 6h17 de quarta-feira (9). Às 6h36 a equipe, já na residência, verificou que o caso era mais complexo, acionando o Corpo de Bombeiros.
Na entrevista à emissora, o sargento Ernesto Villares, comandante do Corpo de Bombeiros de Bariri, disse que, assim que acionada, a equipe foi ao local e verificou uma situação de aborto, em que criança ainda estava envolvida na bolsa de líquido amniótico e com a placenta.
Os homens que fizeram o atendimento notaram que o bebê estava imóvel, sem sinais aparentes de vida.
Mãe e filha foram levadas ao pronto-socorro da Santa Casa de Bariri, sendo que médico de plantão constatou o óbito da criança.
Irene esteve no hospital e fez acolhimento dos familiares. Será oferecido serviço de apoio psicológico a todos.
Além disso, houve notificação do caso ao comitê de mortalidade e à Vigilância Epidemiológica. O intuito é apurar o pré-natal e possíveis falhas da família e do serviço de saúde.
























