
“Segundo o TCE, a paralisação e a não conclusão das obras do novo aterro sanitário geram um duplo prejuízo para os cofres públicos”
A divulgação recente dos resultados da gestão de resíduos sólidos traz um panorama sobre a realidade ambiental de Bariri: avanços importantes coexistindo com gargalos operacionais e administrativos que exigem atenção imediata do poder público.
Por um lado, o município alcançou a nota 8,8 no indicador de gestão de resíduos sólidos — em uma escala que vai até 10, na qual valores acima de 8 apontam para um bom desempenho. A pontuação reflete o trabalho diário que envolve a coleta domiciliar casa a casa, o serviço de transbordo, a destinação final e a coleta seletiva de recicláveis realizada às quartas-feiras.
No entanto, quando é observado o cenário estadual, a leitura precisa ser mais abrangente. No Chamamento Público promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Bariri figurou na 134ª posição entre os 223 municípios habilitados no Estado de São Paulo.
Isso ocorre porque a nota do indicador, isoladamente, não define a classificação final, que leva em conta diversos outros critérios estabelecidos no edital. A iniciativa da Semil busca justamente fortalecer a gestão de resíduos por meio da parceria entre Estado e municípios, evidenciando que ainda há espaço — e necessidade — de evolução para o município alcançar posições de maior destaque.
Além dessa abordagem em matéria da edição interativa do Candeia deste sábado (25), outra notícia diz respeito à apreciação das contas de 2024 da Prefeitura de Bariri, na gestão do então prefeito Luis Fernando Foloni.
O órgão deu parecer favorável à aprovação das contas, no entanto, fez algumas ressalvas, uma delas em relação à questão dos resíduos sólidos.
Segundo o TCE, a paralisação e a não conclusão das obras do novo aterro sanitário (entre Bariri e Bocaina) geram um duplo prejuízo para os cofres públicos: enquanto a estrutura implantada corre o risco de se deteriorar — como no caso da geomembrana, que pode exigir refazimento —, o município continua arcando com custos elevados de transbordo e transporte do lixo para aterros em outras cidades.
Há alguns anos Bariri tem gasto considerável com três operações envolvendo os resíduos sólidos: coleta casa a casa; transbordo; e destinação final.
Para além dos números e relatórios, Bariri precisa atualizar seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, fortalecer a coleta seletiva e aprimorar os mecanismos de fiscalização e controle ambiental.
O desafio não é somente do município, mas do País como um todo. Que o vencedor do pleito do domingo (25) para o cargo de presidente da República e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, dêem atenção especial a esse assunto, com repasse de recursos para que os municípios façam a lição de casa.





















