
Fonoaudióloga Giovana Dias e cirurgião-dentista Giovane Furlanetto estiveram na Câmara de Bariri para falar do assunto
Alcir Zago/Candeia
A campanha Julho Verde reforça neste mês a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento do câncer de cabeça e pescoço, um grupo de doenças que pode atingir estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, seios da face, glândulas salivares e tireoide.
Para falar sobre o assunto, a fonoaudióloga Giovana Dias e o cirurgião-dentista Giovane Furlanetto, ambos do Hospital Amaral Carvalho (HAC), estiveram na sessão da Câmara de Bariri na noite de segunda-feira (20). Os profissionais vieram à sede do Legislativo a convite do vereador Paulo Fernando Crepaldi (PSB).
Segundo Giovana, os números da doença preocupam. Ela destaca que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,7 milhão de casos de câncer de cabeça e pescoço foram diagnosticados em 2022, com tendência de crescimento nos próximos anos.
A principal orientação é procurar atendimento o mais rápido possível ao perceber qualquer alteração persistente. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos.
No Brasil, o cenário também exige atenção. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam uma estimativa de 40 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025, totalizando aproximadamente 120 mil diagnósticos no triênio. No HAC, referência nacional no tratamento oncológico, são registrados cerca de 500 novos casos anuais, sendo a maioria em homens entre 60 e 64 anos.
O cirurgião-dentista Giovane Furlanetto afirma que, em seus 15 anos de profissão, aprendeu uma das principais lições da oncologia: o diagnóstico precoce salva vidas.
“Embora seja pouco comentado, o câncer de boca e de pescoço é o quinto tipo de câncer de maior incidência. Infelizmente, temos observado pacientes chegando ao Hospital Amaral Carvalho já com diagnóstico tardio, o que reduz as possibilidades de tratamentos mais conservadores e aumenta a complexidade do atendimento”, afirma.
Fatores de risco
Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, rouquidão persistente, dor de garganta contínua, dificuldade para engolir, caroços no pescoço, sangramentos e alterações na voz.
Furlanetto também chama a atenção para os fatores de risco. Segundo ele, pessoas que fumam e consomem bebidas alcoólicas têm até 15 vezes mais chances de desenvolver câncer na região da cabeça e do pescoço.
Outro fator que vem contribuindo para o aumento dos casos é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), principalmente em tumores da orofaringe e da base da língua. Há vacinação disponível nos municípios.
O HAC mantém um Programa de Prevenção do Câncer de Boca, voltado ao diagnóstico precoce da doença. Pessoas com lesões suspeitas na boca ou nos lábios podem procurar o serviço gratuitamente, sem necessidade de agendamento, às segundas-feiras (exceto feriados), das 8h às 11h, na Rua Dona Silvéria, 150 – Portaria D, em Jaú.





















