
A programação contou com participações especiais como Tatiana Sa e Maiara de Paula, além de lideranças e militantes do movimento negro na região (Divulgação)

Na manhã de sábado passado (11), o Museu Mário Fava sediou o encontro “Julho das Pretas” promovido pela Associação Cultural Quilombo de Bariri.
O evento marcou o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados oficialmente em 25 de julho.
Segundo os organizadores, o objetivo foi promover um espaço de acolhimento, diálogo e valorização da memória das mulheres negras, destacando suas trajetórias de resistência, luta e protagonismo ao longo da história.
O encontro também prestou homenagem a Tereza de Benguela, líder do Quilombo do Quariterê — também conhecido como Quilombo do Piolho —, localizado na região do atual estado de Mato Grosso. No século XVIII, Benguela liderou uma comunidade formada por pessoas negras e indígenas, organizando um sistema de defesa, produção e administração que garantiu a sobrevivência e a liberdade do quilombo por cerca de duas décadas, até 1770. Atualmente, é reconhecida como um dos principais símbolos da resistência negra e da liderança feminina no Brasil.
A programação contou com participações especiais como Tatiana Sa, coordenadora de Políticas para Igualdade Racial de Bauru. Ela comentou sobre “feiologia”, termo criado para explicar padrões de beleza irreais, que levam muitas mulheres a autocríticas excessivas.
Também marcou presença Maiara Ferreira de Paula, analista de negócios do Sebrae-SP, que ministrou o tema sobre o empreendorismo da mulher negra.
Por fim, houve pronunciamento da jornalista, escritora e atual presidente da Associação Cultural Quilombo de Bariri, Cléo Santos. Disse que e evento era uma manhã de valorização da história das mulheres negras e troca de experiências e conhecimento.





















