
0 Situação da creche municipal ocorreu durante discussão de requerimento apresentado pelo vereador Leandro Gonzalez (Alcir Zago/Candeia)
A situação da Creche Municipal Rachel de Queiroz foi tema de debates durante a sessão da Câmara Municipal de Bariri, realizada na terça-feira (16). Vereadores relataram problemas relacionados à falta de água, condições de higiene, riscos estruturais e obras inacabadas na unidade de ensino.
O vereador Francisco Leandro Gonzalez (Avante) afirmou que a caixa d’água da creche estaria sem manutenção, suja e com presença de insetos, o que teria provocado a interrupção do abastecimento de água e impedido que as crianças tomassem banho.
O parlamentar apresentou requerimento ao prefeito solicitando informações e providências urgentes sobre as condições da unidade. No documento, ele relata que a creche ficou sem água por mais de uma semana e aponta a existência de um desnível sem proteção adequada, representando risco à segurança de alunos e servidores.
Gonzalez questiona a ausência de cronograma de limpeza das caixas d’água, pede esclarecimentos sobre a manutenção do reservatório e cobra prazo para a adoção de medidas que eliminem os riscos estruturais identificados na creche.
O vereador Daniel de Oliveira Rodrigues (PP) disse que, durante visitas realizadas em creches do município, a Rachel foi uma das que mais chamaram sua atenção. Segundo ele, as crianças estariam utilizando água de galão e sem acesso a banho.
Também relatou a existência de obra paralisada, materiais de construção armazenados no local e caixas d’água de amianto em condições precárias. Daniel informou ainda que pretende encaminhar ofício ao Ministério Público com fotos da situação para que sejam tomadas providências.
Rubens Pereira dos Santos (PSD) atribuiu parte dos problemas à falta de comunicação entre a Prefeitura e os diversos setores da administração, ressaltando que os maiores prejudicados são os alunos.
Priscila Domingos (União Brasil) destacou a necessidade de substituição das caixas de amianto, observando que esse tipo de material é alvo de restrições legais. Ela também mencionou a necessidade de conclusão das adequações de acessibilidade na unidade.
O vereador Paulo Fernando Crepaldi (PSB) elogiou o servidor público que levou a situação ao conhecimento das autoridades e afirmou que muitos funcionários têm receio de se manifestar sobre problemas da administração.
Relatora da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Educação, Aline Mazo Prearo (Republicanos) classificou como preocupantes os riscos oferecidos pelo ambiente, citando a falta de água e o buraco existente na área em obras. Segundo ela, eventual acidente envolvendo crianças poderia gerar responsabilizações.
Já o vereador Laudenir Leonel (PL) manifestou expectativa de que o Executivo resolva rapidamente a situação, para que o assunto não precise voltar à pauta das próximas sessões. Ele ressaltou que questões envolvendo crianças exigem atenção imediata.





















