
Crime ocorreu no dia 2 de julho de 2019 em residência situada na Rua José Bonifácio, no centro da cidade (Arquivo/Candeia)
O Tribunal do Júri absolveu, em julgamento ocorrido na quarta-feira (28) na 1ª Vara Judicial de Bariri, o engenheiro eletrônico Cyro Cesar de Aguiar da acusação de homicídio qualificado pela morte do advogado Guido Sérgio Basso, crime ocorrido em julho de 2019.
A decisão foi proferida com base no veredicto do Conselho de Sentença, que considerou improcedente a acusação apresentada pelo Ministério Público (MP) contra o réu.
O caso teve ampla repercussão em Bariri e região na época dos fatos. Guido Sérgio Basso, então com 61 anos, era advogado, morador da cidade de Bastos e natural de Bariri, onde ainda possuía familiares. Ele esteve na cidade acompanhado da esposa, a arquiteta Sônia Maria Lopes, para realizar medições em uma residência localizada na Rua José Bonifácio, no centro da cidade.
O imóvel havia sido adquirido por Basso em leilão judicial. Conforme informações levantadas na época e publicadas na ocasião pelo Candeia, o advogado buscava regularizar a documentação da propriedade, já que o terreno possuía três escrituras distintas em um mesmo lote. O casal teria viajado até Bariri justamente para executar as medições necessárias para o processo de unificação da matrícula junto ao Cartório de Registro de Imóveis.
Segundo a investigação policial, o crime ocorreu por volta das 12h30 do dia 2 de julho de 2019. Guido Basso entrou na residência enquanto sua esposa permaneceu do lado de fora. Pouco depois, ela ouviu disparos de arma de fogo vindos do interior da casa. O advogado foi encontrado morto em um dos cômodos do imóvel.
A Polícia Civil informou na ocasião que os disparos atingiram principalmente a região do tórax da vítima. O engenheiro eletrônico foi localizado posteriormente pela polícia no Jardim Panorama e conduzido à Delegacia de Polícia, onde foi preso em flagrante, sendo solto após a realização de audiência de custódia.
As versões apresentadas sobre o ocorrido foram divergentes. Em depoimento aos policiais, Aguiar afirmou que o advogado teria invadido o imóvel armado e efetuado disparos contra ele. Segundo sua versão, ambos entraram em luta corporal e, durante o confronto, Guido Basso acabou sendo atingido pelos tiros.
A defesa do engenheiro eletrônico sustentou durante todo o processo a tese de legítima defesa. Afirmou que Aguiar possuía um revólver calibre 38 devidamente registrado e que reagiu à suposta invasão de sua residência.
Já a esposa da vítima apresentou outra narrativa à polícia. Sônia declarou que o marido entrou no imóvel apenas para realizar medições e que ele não portava arma de fogo. Ela relatou ainda que ouviu os disparos logo após o advogado entrar na residência e afirmou ter visto Aguiar armado dentro da casa.





















