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Rodrigo oferece ajuda a Mariana para trocar pneu do carro

Estudante fotografa homem e encaminha foto ao namorado

Polícia Militar emprega grande efetivo para descobrir paradeiro de Mariana na chácara

Alcir Zago

A morte precoce de Mariana Forti Bazza, 19 anos, nesta semana comoveu Bariri. O crime cometido contra a estudante de fisioterapia teve repercussão regional e nacional, com ampla cobertura da imprensa.
O sepultamento ocorreu anteontem, dia 26, no Velório Municipal e o enterro foi realizado às 13h no cemitério de Bariri.
Órgãos de imprensa (emissoras de TV, rádios, jornais e portais) cobriram o caso desde o desaparecimento da jovem até seu enterro.
A prefeitura decretou luto oficial de três dias em todo o território do município em profundo pesar pela morte da jovem. As bandeiras ficaram hasteadas a meio mastro.
Também foram celebradas missas na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores e na faculdade particular de Bauru, onde Mariana estudava. Nas redes sociais foram incontáveis manifestações de luto.

Sumiço

Na manhã de terça-feira, dia 24, familiares de Mariana começaram a ficar desesperados com o sumiço da jovem. Ela havia ido a uma academia na Avenida José Jorge Resegue (Avenida do Lago) às 7h e costumava sair do local às 8h.
O último contato feito pela estudante foi o envio de foto ao namorado, Jeferson Vianna, de um homem trocando o pneu de seu VW Gol no interior de uma chácara situada em frente da academia.
Mais tarde a polícia de toda a região sairia em busca de Rodrigo Pereira Alves, o Rodriguinho, 37 anos, que prestava serviço de pintura na chácara, principal suspeito do desaparecimento de Mariana.
Imagens de câmera de segurança instalada no estabelecimento onde a jovem frequentava duas vezes por semana mostraram um homem cruzando a Avenida do Lago e indo em direção ao veículo de Mariana.
Mais tarde, perto das 8h30, ela saiu da academia e notou o pneu murcho. Nesse instante Alves chegou para oferecer ajuda.
O pintor pediu que ela levasse o automóvel ao interior da chácara, onde poderia trocar o pneu. A estudante concordou com a ajuda. Pouco depois das 9h30 as imagens mostraram um homem saindo da chácara.
Outras câmeras e testemunhas relataram à Polícia Civil que Alves circulou pela cidade e retornou à chácara. Depois deixou a cidade.

Busca

Durante toda a terça-feira a polícia se mobilizou para encontrar o suspeito e a mulher. Até o Helicóptero Águia sobrevoou a cidade e a região. Cães do canil da PM foram usados na tentativa de encontrar a estudante na chácara.
Em conversa com familiares e com a pessoa que o havia contratado para o serviço de pintura, o homem informava que iria se entregar, mas sempre despistava os militares.

A Polícia Civil foi comunicada do caso na tarde de terça-feira. Usando sistema de rastreamento de telefone celular, os policiais descobriram que Alves estava em Itápolis.
Após cerco, ele foi encontrado sobre um telhado por volta das 22h. O pintor negou-se em dar informações sobre o paradeiro de Mariana. Disse apenas que a tinha visto pela última vez na chácara.
Ele foi trazido a Bariri e depois levado à carceragem da Polícia Civil em Jaú. Na manhã de quarta-feira, dia 25, disse que a estudante baririense estava morta e levou os policiais ao local. Teria relatado que outra pessoa seria a responsável pela morte e caiu em contradição várias vezes. Para a polícia, Alves agiu sozinho.
O corpo de Mariana foi encontrado a cerca de cem metros da rodovia José Cesário de Castilho (SP-321) no km 410, próximo ao trevo de acesso ao distrito de Cambaratiba, que pertence ao município de Ibitinga.
O corpo estava num canavial, de bruços, amordaçado, com as mãos amarradas para trás, e com olhos vendados. A Polícia Científica de Araraquara foi chamada para periciar o local e liberar o corpo para o Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara. Não houve constatação de que ela tenha sido estuprada pelo acusado.
Na tarde de quarta-feira Alves foi levado ao Fórum de Jaú para audiência de custódia. Havia previsão de que a audiência fosse feita na 1ª Vara Judicial de Bariri, mas por questões de segurança foi realizada em Jaú. A Justiça determinou que o pintor responderá ao crime preso.
Para a Polícia Civil, ele cometeu latrocínio (roubo seguido de morte). Para esse crime, a pena varia de 20 a 30 anos de reclusão. Como se trata de réu preso, o inquérito deve estar concluído em até 10 dias.
A partir de agora ele está sob custódia da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SAP). A informação é que Alves foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Todo o trâmite processual correrá pela Comarca de Bariri.

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