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Airton Carlos Gatto Gerlin foi amordaçado e teve as mãos e os pés amarrados – Divulgação

O agricultor Airton Carlos Gatto Gerlin, 73 anos, morreu na noite de sábado, dia 16, após dois ladrões terem invadido sua casa, situada na Avenida João Lemos, no centro de Bariri.
A Polícia Civil aguarda o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) para saber a causa da morte do idoso.
A dupla de assaltantes entrou na casa, amarrando os pés e as mãos da vítima e amordaçando-a.
Depois de subtraírem vários objetos, deixaram o imóvel. Quando andavam pela Rua Dom Pedro II, a uma quadra do local do roubo, policiais militares decidiram abordar os homens por estarem em atitude suspeita.
Como cada um correu para um lado, os PMs conseguiram deter Jona Daby Juliano, 24 anos. Com ele havia uma furadeira, R$ 72,45, US$ 1,00, quatro bijuterias e um telefone celular antigo.
O homem que fugiu deixou ali uma sacola onde foram localizados bijuterias, quatro relógios, uma bolsa e uma câmera digital.
Jona disse aos policiais que havia praticado o roubo em companhia de Vitor Gabriel Ferraz, 19 anos.
Em seguida, os PMs foram à casa onde ocorreu o crime. Lá verificaram que o imóvel estava revirado. Também encontraram Gerlin caído num dos quartos. Na tentativa de ajudá-lo, os policiais notaram que estava morto.
A dupla de assaltantes ficou por aproximadamente meia hora na casa. Jona relatou aos PMs que após amarrar o dono da casa não teve mais contato com ele.
O suspeito foi preso em flagrante. Vitor se apresentou na Delegacia de Bariri na segunda-feira, dia 18. Ele acabou preso e encaminhado para a cadeia de Avaí, e está à disposição da Justiça.
Jona, preso em flagrante após o assalto, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. Conforme a investigação da Polícia Civil, eles podem ser acusados de roubo ou latrocínio (roubo seguido de morte). O laudo do IML sobre a morte do idoso será peça importante na apuração.
Gerlin foi velado por parentes e amigos no Velório Municipal de Bariri e enterrado às 17h30 de domingo, dia 17, no Cemitério Municipal.

Bariri registra seis crimes violentos no ano

Com a morte de Taís Carla Mosconi, 28 anos, vítima de quatro disparos de arma de fogo, e de Airton Carlos Gatto Gerlin, 73 anos, após ladrões terem invadido sua casa para roubar objetos, o município de Bariri contabiliza seis crimes violentos em 2019, todos com vítimas fatais.
O primeiro caso ocorreu no dia 11 de janeiro. Júlio Cesar da Silva, 38 anos, conhecido por Chocolate, deu entrada na Santa Casa de Jaú três dias antes com ferimentos nas pernas, braços, costas e cabeça.
Ele foi espancado com golpes de madeira e arremessos de telha por três suspeitos na Avenida Doutor Antônio Galízia, no bairro Livramento, em Bariri.
As agressões teriam sido motivadas por dívida de R$ 10 em droga. No mês seguinte a Polícia Civil de Bariri prendeu três pessoas acusadas do crime.
No dia 2 de julho Cyro Cesar de Aguiar, 66 anos, foi detido pela PM por supostamente ter provocado a morte do advogado Guido Sérgio Basso, 61 anos, morador de Bastos. Depois, Aguiar foi colocado em liberdade em audiência de custódia.
As partes tiveram entrevero após Basso ter entrado em imóvel onde estava Aguiar no centro de Bariri. A casa foi adquirida pelo advogado em leilão. O intuito de Basso era fazer medições da residência para unificação de escrituras.
No dia 24 de agosto a estudante Mariana Forti Bazza, 19 anos, desapareceu após deixar a academia onde treinava, na Avenida José Jorge Resegue (Avenida do Lago).
Câmeras de segurança e uma foto tirada por ela de um homem que ofereceu ajuda para trocar um pneu furado levaram a polícia até Rodrigo Pereira Alves, o Rodriguinho, 37 anos.
O veículo foi dirigido pela jovem a uma chácara em frente da academia, onde Alves fazia bico como pintor.
Após fugir da polícia, ele foi preso na noite de terça-feira, dia 24, em Itápolis. O carro da estudante, um VW de cor preta, estava naquela cidade. No dia 3 de outubro a Polícia Civil de Bariri relatou o inquérito sobre a morte da jovem.
No dia 6 de outubro o ajudante Luis Isaias Zago, 35 anos, foi morto perto de bar situado na Rua Paschoal Bolini, no Jardim Paulista, em Bariri.
Ele e o pedreiro José Ferreira Costa, 64 anos, desentenderam-se no local e passaram a se agredir. Mais tarde, o pedreiro apoderou-se de uma faca que estaria em seu veículo e desferiu dois golpes contra o ajudante.
No pronto-socorro (PS) de Bariri Zago veio a óbito. Autoridade policial determinou a prisão em flagrante de Costa, que ficou sob escolta policial no PS. No dia seguinte ao crime, em audiência de custódia, a Justiça determinou que o pedreiro respondesse em liberdade.
Conforme dados da Fundação Seade, de 2001 a 2018 a maior quantidade de homicídios e latrocínios ocorridos em Bariri havia sido em 2006 e 2012, com quatro delitos violentos em cada ano (confira no quadro).

Número de mortes violentas em Bariri

Ano*               Homicídio doloso                 Latrocínio

2001                0                                                1

2002                0                                                0

2003                1                                                0

2004                1                                                0

2005                1                                                0

2006                2                                                2

2007                0                                                0

2008                0                                                1

2009                2                                                0

2010                2                                                0

2011                1                                                0

2012                4                                                0

2013                0                                                0

2014                1                                                0

2015                2                                                0

2016                1                                                0

2017                0                                                1

2018                0                                                0

* Fundação Seade disponibiliza dados a partir de 2001

Fonte: Fundação Seade

Viaturas da Polícia Militar em frente da casa do agricultor: abordagem dos policiais momentos após o crime chegou à rápida autoria do crime – Rosa Marcolino