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Local onde Taís foi atingida por quatro disparos de arma de fogo na madrugada de domingo, dia 17

Fotos: Diego Santos e Divulgação

Um casal está preso preventivamente sob acusação de envolvimento na morte da manicure Taís Carla Mosconi, 28 anos, que residia no Jardim Santa Rosa, em Bariri. Ela foi morta por quatro disparos de arma de fogo na madrugada de domingo, dia 17, em frente da Santa Casa de Bariri.
Por volta das 5h30 de domingo a Polícia Militar (PM) recebeu chamado de que estava ocorrendo desinteligência nas proximidades do pronto-socorro (PS) municipal. Enquanto a viatura se deslocava ao local chegaram informações sobre disparos de arma de fogo.
Os policiais observaram que perto da porta do motorista de uma caminhonete GM Blazer havia manchas de sangue. Dois funcionários que trabalham na Santa Casa disseram aos PMs que uma mulher loira seria a responsável pelos disparos. Ela estaria namorando Daniel Henrique Ferreira, 41 anos, morador de Bariri.
Como anteriormente os militares haviam abordado Daniel e a mulher e souberam que ela residia em município do Estado do Paraná, resolveram ir à Rodoviária de Bariri na tentativa de localizá-la.
No local, populares disseram que uma mulher com as características descritas pelos policiais havia embarcado num ônibus da Viação Santa Cruz com destino a Jaú.
No km 327 da Rodovia Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304) o ônibus foi interceptado. Natália Vitória Moreira Dias, residente em Ribeirão do Pinhal-PR, 19 anos, confessou ter sido a autora dos disparos, entregando o revólver calibre 38 usado no crime aos policiais.
As duas mulheres se encontraram em frente do pronto-socorro porque Taís havia levado o irmão ao local.

Desentendimento

Natália alegou à polícia que Taís era companheira de Daniel e a teria ameaçado anteriormente. No dia do crime a manicure teria caçoado dela, chamando-a para briga e ameaçando-a com uma faca.
Por esse motivo, teria ido junto com Daniel até sua casa e apanhado o revólver. Ao retornar às imediações da Santa Casa, houve novo desentendimento entre as partes, ocorrendo os disparos que mataram Taís.
Um dos tiros acertou o braço de Jonathan Bispo de Souza, 26 anos, homem com quem Taís tinha um relacionamento e a acompanhava ao hospital no momento do ocorrido.
Além dele, o filho mais novo da vítima, um menino de 4 anos, também estava no carro, mas ele não ficou ferido. Jonathan passaria por cirurgia no Hospital Estadual de Bauru.
Daniel se apresentou ainda no domingo à polícia junto com advogado. O delegado Durval Izar Neto decidiu pela prisão em flagrante do homem porque houve diligências na tentativa de encontrá-lo após o homicídio e pela suspeita de que tenha participado do crime.
Posteriormente, a autoridade policial requereu a prisão preventiva de Natália e de Daniel, pedido deferido pela Justiça em audiência de custódia realizada na segunda-feira, dia 18.
Taís tinha uma medida protetiva contra Daniel, seu ex-companheiro. Ela foi enterrada na manhã de segunda-feira e deixou dois filhos pequenos, ambos filhos de Daniel.