Slider

Estabelecimento estaria vendendo produtos com irregularidades – Robertinho Coletta/Candeia

A Polícia Civil de Bariri lacrou no início da tarde de terça-feira (16) bombas e tanques do Auto Posto Rede Real (cujo nome fantasia é Autoposto São João), localizado na Avenida 15 de Novembro, na entrada da cidade.

Os policiais foram ao estabelecimento após receberem denúncias de que estaria havendo comercialização irregular de combustíveis.

Com o apoio do Instituto de Criminalística (IC) de Jaú, a Polícia Civil teria comprovado as irregularidades após realização de teste rápido. Houve coleta de combustíveis armazenados nos tanques. As autoridades policiais permitiram o acompanhamento da fiscalização pela imprensa.

No teste rápido a Polícia Civil teria apurado indícios de falsificação de gasolina coletada em duas bombas. Foi aferida quantidade irregular de água ou etanol anidro em ambas. Além disso, a aparência e a cor do produto não eram característicos.

Em relação ao etanol, houve coleta de amostra numa única bomba em funcionamento. Há suspeita de que o posto utilizava metanol e não etanol.

As amostras dos combustíveis serão encaminhadas para perícia. No âmbito da delegacia foi instaurado inquérito de crime contra a ordem econômica. Trata-se da lei nº 8.176, de 1991, que define crimes contra a ordem econômica e cria o Sistema de Estoques de Combustíveis.

Segundo o delegado titular de Bariri, Marcílio Frederici de Mello, a polícia estava recebendo várias denúncias de provável adulteração de combustíveis no local.

As amostras de combustíveis foram encaminhadas ao IC em São Paulo para testes específicos. Em seguida, os laudos retornarão para instrução do inquérito.

O delegado explica que a lacração das bombas e dos tanques foi feita para a preservação das provas até a chegada de equipe da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Todas as informações já foram compartilhadas com a agência para vistoria o mais rápido possível.

 

Misturas

 

No trabalho “in loco”, a Polícia Civil teria verificado que o estabelecimento ocultava nos fundos um mecanismo de derivação entre os tanques. Com o acionamento de duas chaves reguladoras de pressão seriam feitas misturas irregulares por meio de mecanismos instalados sob o solo.

Também foram verificados indícios de obras recentes no autoposto, o que permitiria misturas entre os componentes dos tanques enterrados.

Por esse sistema, num dos tanques haveria etanol anidro. O produto seria misturado aos tanques de gasolina depois do acionamento do mecanismo de derivação.

Outra possível irregularidade é que no escritório havia cinco lacres de pré-testes para combustíveis descarregados. No entanto, o estabelecimento não armazenava amostra, o que seria irregular. Também foi encontrado frasco de produto químico que poderia ser usado como corante da gasolina.