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Na representação, a advogada cita matéria do Candeia que relata a presença e confirma a moradia de pessoas no cemitério municipal – Arquivo/Candeia

A advogada Anete Zeni Chahim, 64 anos, representou junto ao Ministério Público contra a presença de “moradores” na Necrópole Municipal.

Ela define a situação como “dramática, inaceitável e de extrema gravidade diante da situação de pandemia, insalubridade, constrangimento, ausência de vigilância e uso indevido de bem público”.

Na representação, Anete Chahim conta que no dia 25 de abril, domingo, por volta das 12h, esteve no local para levar flores ao túmulo da família. “Deparei-me com algumas pessoas cozinhando num fogareiro improvisado de tijolos, ao lado da administração e defronte à lápide da família”.

Para Anete, os relatos contidos na representação justificam “a necessidade de uma solução imediata e providências necessárias” – Divulgação

Segundo ela, o constrangimento e o receio de reação e/ou abordagem por parte dos indivíduos a impediram de se aproximar do túmulo e rezar pelos entes falecidos. Ela afirma que estava acompanhada de funcionária.

A advogada cita matéria veiculada pelo Jornal Candeia, na edição do dia 4 de abril, que relata a presença e confirma a moradia dessas pessoas no cemitério municipal. “Eles fazem dos túmulos dormitórios, usando o banheiro público, cuja faxina tem sido arcada pelos munícipes para suprir as necessidades dos invasores, além de ser palco de área gourmet”, ironiza.

Anete Chahim ainda afirma que, através de WhatsApp, chegou a levar o assunto ao conhecimento de integrantes do Legislativo, como o presidente da Casa, Ricardo Prearo (PDT) e o vereador Francisco Leandro Gonzalez (Podemos). Desse último recebeu a informação de que ele já havia cobrado a administração pública, mas não houve retorno.

Para a advogada, os relatos contidos na representação justificam “a necessidade de uma solução imediata”, e solicita à promotora de Justiça, Gabriela Silva Gonçalves Salvador, “providências necessárias”.

O MP pretende encaminhar ofício à Diretoria Municipal de Ação Social pedindo informações a respeito do caso.