Ériko Thiago Nogueira
“Hoje me sinto muito feliz e não consigo vislumbrar um minuto sequer uma realidade que não seja o ministério sacerdotal”
O padre Ériko Thiago Nogueira irá comemorar hoje, dia 23, às 19h, dez anos de sua ordenação sacerdotal. A missa será realizada na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores. Ele assumiu a paróquia baririense no dia 1º de março de 2015. De seus dez anos de vida sacerdotal, quase metade foi vivida em Bariri. Segundo ele, a comunidade baririense é diferenciada. “É um povo que reza e participa de tudo”, elogia o sacerdote. Padre Ériko é natural de Itápolis. Sua ordenação foi realizada em março de 2009, na Paróquia do Divino Espírito Santo, em sua terra natal. Assumiu a Paróquia de Santo Antonio de Pádua, em Gavião Peixoto, próximo à Araraquara, onde permaneceu até dia 22 de fevereiro de 2015. Em 2001 iniciou formação sacerdotal no Seminário Propedêutico de Jaú. Depois cursou Filosofia no Seminário Diocesano de São Carlos (2002/2004). A Faculdade da Teologia frequentou na PUC de Campinas, até 2008. Como diácono atuou em Itápolis e Boa Esperança.
Candeia – Que balanço o senhor faz de seus 10 anos de vida sacerdotal?
Padre Ériko – Muito embora com os grandes desafios que a vida traz para a gente, nada tira o encanto, o brilho e o desejo de continuar vivendo o ministério sacerdotal. Tenho toda a convicção de que eu nasci para ser o homem do altar, para ser um sacerdote. Não tenho dúvidas de que Deus me escolheu, não porque viu capacidades em mim. Pelo contrário, porque viu minhas fragilidades. Celebrar 10 anos como padre é um momento muito bonito e especial porque a gente olha do início até os dias de hoje e vejo que cresci bastante, espiritualmente falando. Hoje me sinto muito feliz e não consigo vislumbrar um minuto sequer uma realidade que não seja o ministério sacerdotal.
Candeia – Boa parte dessa vivência é vinculada à comunidade baririense. Como analisa esse relacionamento?
Padre Ériko – Estou há quatro anos e um mês em Bariri. A avaliação que faço, sem sombra de dúvidas, é que a comunidade de Bariri é diferenciada. A espiritualidade do povo é diferenciada, muito forte e muito bonita. Seria um balde de água fria, diante de tantos projetos, sonhos e de oferecer o melhor para a comunidade, não ser correspondido. A comunidade de Nossa Senhora das Dores fez um bem muito grande para o meu ministério. Eu cheguei aqui e pude experimentar o quanto esse povo tinha a oferecer, muito comprometido com as coisas de Deus. Em vista de tantos padres bons que passaram por aqui, é uma comunidade diferenciada, é um povo que reza e participa de tudo. Para mim fez bem, porque era o que queria, uma comunidade que gosta de rezar. Não vislumbro outra paróquia, não vivo desanimado, insatisfeito com o ministério.
Candeia – Um de seus desafios é realizar reforma da Igreja Matriz. Como está o andamento do trabalho?
Padre Ériko – Em relação à reforma da igreja, temos o projeto aprovado pela arquiteta, com parecer positivo pela diocese. Não iniciamos a reforma porque estamos tentando fazê-la via Ministério da Cultura. A ideia é angariar parte do dinheiro por meio de impostos que deveriam ser destinados ao governo, mas que são parcialmente destinados ao Ministério da Cultura para reforma da paróquia, como imposto de renda e imposto devido por empresas. Há muitos projetos na fila. O nosso teve um parecer, e o Ministério da Cultura pediu alguns esclarecimentos. Foram feitas as alterações requisitadas e encaminhamos novamente a Brasília. Infelizmente, a junção dos ministérios acabou atrasando um pouco o andamento do caso. Ainda não temos uma data para o início do serviço de reforma da Igreja Matriz. Caso o projeto seja reprovado no Ministério da Cultura, podemos começar a obra a qualquer momento.
Candeia – Outro desafio é a questão da pouca participação de jovens e adolescentes nas celebrações e movimentos paroquiais. Como reverter essa tendência?
Padre Ériko – Trata-se de uma realidade muito grande. Em quatro anos ainda não consegui trabalhar e descobrir por onde começar a evangelização dos nossos jovens. É algo que está em meu coração, mas acredito que no tempo oportuno Deus vai me dar ideias e vai me ajudar para que de algum modo eu consiga corresponder para encontrar caminhos para evangelizar nossos jovens.
Candeia – Que projetos pastorais o senhor indica como prioritários para serem desenvolvidos esse ano pela paróquia central?
Padre Ériko – O grande projeto é viver na prática o ano missionário em nossa diocese. Até como consequência de tudo o que trabalhamos dentro da realidade da nossa assembleia paroquial, o que vislumbro é uma comunidade missionária, que tenha o grande desejo de viver a realidade missionária, não como algo excepcional, mas como algo natural que faz parte da identidade do cristão católico. Missão não é exclusividade para uns poucos escolhidos. Muitos são chamados, o Senhor passa e chama em momentos diferentes da vida, em ocasiões diferentes. É o desejo de Deus que todos nós sejamos uma igreja de oração, mas também uma igreja missionária.

























