Slider

Postagem nas redes sociais chama atenção pelo ineditismo. O comunicador Edson Bento Barboza, 30 anos, comemora ter chegado a dois dígitos na pesagem do corpo. Atingiu 99 kg. Há três anos ele pesava 196 kg.
Os quase cem quilos eliminados resultaram de processo de emagrecimento, reeducação alimentar e condicionamento físico. “Sem cirurgia, sem medicamentos, foi na base da superação e ajuda de profissionais”, relata Edson à reportagem do Candeia.
Edson nasceu e reside em Jaú. É solteiro e já foi calçadista e garçom. Atualmente é câmara de TV e tem quadro fixo no Programa Convívio em TV local de Jaú. No programa comenta fofoca de artistas e outras celebridades.
Há três anos, recebeu sugestão de criar um quadro na TV local de competição de perda de peso. A ideia vingou e cinco participantes (ele era um) passaram a ter três meses para atingir as metas. Nesse período ele eliminou 32 kg e venceu a competição.
Segundo ele, após o programa ele manteve a luta e rotina diária de perder peso, com dieta balanceada, exercícios diários (pelo menos 5 vezes por semana), caminhadas noturnas e a prática da zumba.

Os anjos

Ele relata que para tanto contou com a ajuda de “anjos”: a nutricionista baririense Keli Daiane Bortholazzi e os proprietários da Academia Nativa Fitness de Jaú. “Eles nunca me abandonaram”, resume.
Para Edson, sem a Keli não teria conseguido 50% do que conquistou. Diz que ela está acompanhando o processo desde a época do programa. “Acreditou em mim, me incentiva e nunca cobrou nada pela orientação”, comenta
Afirma que a academia foi outro apoio essencial no processo. “Também não pago nada e tenho a Nativa à minha disposição para fazer Zumba, aeróbica, funcional e outras modalidades”.
Para ele o preconceito contra as pessoas obesas é um dos maiores no Brasil. Era nítido que perdia emprego por causa do peso. “As pessoas não me davam uma oportunidade por eu ser gordo”, relata.

Bom humor

Mesmo assim, Edson consegue comentar com naturalidade e bom humor os constrangimentos e transtornos que sofria devido à obesidade. “Quem está acima do peso vai me entender: o maior medo é ficar entalado na roleta do ônibus. Cada vez de pegar a condução era tenso…”, afirma. Diz que a cadeira de plástico é a maior inimiga dos gordinhos. “Uma vez na lanchonete quebrei a cadeira e levei todo mundo que estava comigo na mesa para o chão. Pensa no constrangimento! Hoje dou risada, mas na época doía muito a situação”.
Para ele, o mais importante para conseguir cumprir as metas do emagrecimento foi o apoio da família (mudaram o cardápio e hábitos alimentares), amigos (sempre tem alguém para acompanhá-lo e incentivá-lo na caminhada) e ter profissionais acompanhando para indicar as escolhas corretas.
Edson Barboza garante que se tornou mais feliz após a perda de peso. “Eu tomava 11 remédios para hipertensão. Há um ano parei de tomar. Tem vitória melhor que essa?”, indaga.
Ainda destaca pequenas coisas que, para quem sofre com a obesidade, tornam-se grandes. Cita o fato de sentar sem medo na cadeira de plástico, cruzar as pernas, passar de modelo 66 para 44 e encontrar roupa que sirva; e no cinema sentar na cadeira normal, sem o constrangimento de ter de procurar uma própria para os obesos.