Edson Vasse Carneiro é o administrador do Lar Vicentino de Bariri: 180 dias de trabalho até que sejam realizada eleição para escolha da nova diretoria – Alcir Zago/Candeia
Alcir Zago
Desde o dia 17 de maio o Lar Vicentino de Bariri está sob administração de uma pessoa nomeada pelo Conselho Metropolitano de São Carlos. Trata-se do contador Edson Vasse Carneiro, residente em Bauru e há 21 anos membro da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP).
Ele recebeu a reportagem do Candeia na tarde de quarta-feira, dia 29, na entidade baririense. Afirmou que não se trata de intervenção no Lar Vicentino, mas um procedimento necessário para que seja feita uma vistoria na instituição, com adequações. Também atua em Bariri o tesoureiro Luis Silva Ferreira. O Ministério Público (MP) foi comunicado da mudança.
Segundo Carneiro, a administração nomeada pela SSPV permanecerá por 180 dias à frente do Lar Vicentino. Nesse período, a ideia é que haja adesão de mais vicentinos e que haja efetiva participação deles em reuniões e em conferências. “Os vicentinos têm de estar presentes”, afirma o administrador.
Caberá aos vicentinos montar chapa para que seja feita nova eleição para a diretoria da entidade.
Embora afastados de suas funções, os membros da diretoria anterior podem colaborar com a nova administração. Nem todos os diretores que foram destituídos de seus cargos eram vicentinos.
Carneiro afirma que nesse período de transição não haverá qualquer tipo de mudança no andamento dos trabalhos do Lar Vicentino. Os funcionários serão mantidos. Os cuidados com os idosos permanecerão os mesmos. O leilão de gado e a ação para sorteio de prêmios no fim de ano continuarão a ser realizados. Segundo ele, doações da comunidade são bem-vindas.
“O Lar Vicentino de Bariri está muito bem cuidado”, diz o administrador. “A comunidade precisa ter ciência de que o lar é de Bariri e isso não mudará.”
Outro lado
Neusa Guerta de Souza, que presidia a entidade baririense até a nomeação do novo administrador, relata que chegou ao conhecimento da diretoria cópia da ata de reunião realizada pelo Conselho Metropolitano de São Carlos.
O documento menciona que a diretoria da instituição estava destituída e que administrador e tesoureiro passariam a responder pela gestão da entidade.
Segundo Neusa, não foi atendido o pedido para que fosse dado prazo para adequação dos apontamentos feitos pelo conselho.
Ela diz que, embora tenha sido feito convite para participação na administração do Lar Vicentino de Bariri, os membros da diretoria destituída decidiram não participar desse trabalho.

























