Lagoa principal de tratamento de esgoto receberá produto diariamente a partir de segunda-feira – Arquivo/Candeia
Alcir Zago
O Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba) contratou empresa de Uberlândia (MG) para aplicação de biorremediação do sistema de tratamento de efluentes, com uso de microrganismos autóctones.
O intuito da autarquia é reduzir o mau cheiro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O Saemba irá pagar R$ 64,8 mil à empresa Marcelo Eduardo Ramos Oliveira-ME para fornecimento do produto.
O superintendente da autarquia, Heliton Cristiano Albranti, explica que foram feitos testes com vários produtos.
O fornecido pela empresa de Uberlândia apresentou resultados mais satisfatórios. Na fase de testes o produto foi aplicado às segundas, quartas e sextas-feiras na estação elevatória situada na ETE para que fosse despejado na primeira lagoa, chamada de lagoa principal.
A partir de segunda-feira, dia 1º, os microrganismos autóctones serão lançados todos os dias e diretamente na lagoa. É ela que recebe a carga de esgoto in natura. Há outras duas lagoas até que a água seja despejada em córrego que desemboca no Rio Tietê.
Albranti explica que a firma vencedora da licitação realizou coleta do esgoto e analisou o material antes da aplicação do produto. Nessa segunda fase será aperfeiçoado e intensificado o tratamento na lagoa.
O superintendente diz que o mau cheiro deve ser reduzido de forma acentuada. O problema, de acordo com ele, é com os períodos de inversão térmica, que dificulta a dispersão do mau odor.
Outra medida que o Saemba deve adotar é o plantio de eucaliptos no entorno da lagoa. Albranti conta que no momento é feito estudo sobre o local onde as árvores serão plantadas. Há precaução para que raízes não comprometam as lagoas futuramente.
Ele acredita que ainda neste ano será feito o plantio. Em até quatro anos os eucaliptos devem ter adquirido um tamanho ideal para criar uma barreira a fim de reter o mau cheiro.

























