Neusa Guerta e padre Ériko na reunião de segunda-feira na Igreja Matriz: mobilização da comunidade deve ocorrer até meados de novembro – Alcir Zago/Candeia
Alcir Zago
O padre Ériko Thiago Nogueira, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, de Bariri, convidou a população a participar de reunião na noite de segunda-feira, dia 17, para discutir a situação da intervenção do Lar Vicentino de Bariri.
O encontro aconteceu na Igreja Matriz e contou com a presença de diretores destituídos da entidade, vicentinos, religiosas e membros de movimentos e pastorais.
Na reunião, padre Ériko pediu para que a comunidade some esforços a fim de manter em funcionamento o Lar Vicentino de Bariri.
Segundo ele, a intervenção feita pelo Conselho Metropolitano de São Carlos da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP), iniciada efetivamente no dia 17 de maio, irá perdurar até meados de novembro deste ano.
Até lá, caso não haja a inscrição de duas chapas formadas por pessoas com pelo menos dois anos de vida vicentina, a instituição baririense será fechada. Com isso, os idosos atendidos na casa serão remanejados para entidades da região e o patrimônio ficará com a sociedade, como prevê o estatuto da SSVP.
Cada chapa é formada por presidente, vice-presidente, tesoureiro, segundo-tesoureiro, secretário e segundo-secretário. Vicentinos presentes ao encontro demonstraram interesse em participar da composição das chapas.
O pároco diz que no momento a única opção é seguir as diretrizes da SSVP. Apesar de a ata da assembleia extraordinária feita pelo Conselho Metropolitano não especificar de forma clara as razões da intervenção, a exigência é que o Lar Vicentino volte às origens, com maior número de voluntários vicentinos que frequentem as reuniões das conferências e que façam um trabalho de promoção social junto a famílias carentes da cidade.
Padre Ériko pediu também que a comunidade continue a participar do festival de prêmios, com sorteio de cinco prêmios realizado no fim de ano. É uma ação realizada há anos pelo Lar Vicentino de Bariri com o intuito de arrecadar recursos para a manutenção da instituição.
Presente à reunião, Neusa Guerta de Souza, que presidia a entidade baririense até a nomeação do novo administrador, relatou que a intervenção ocorreu como forma de retaliação após pedido de desvinculação da SSVP feito no fim de 2018 (leia abaixo artigo da ex-presidente).
A alegação é que a sociedade cobra 2,5% de toda receita que entra na entidade, mas não dá o devido suporte administrativo e jurídico necessários.

























