Manoel Armando Azevedo dos Santos é professor aposentado da USP e detentor de patente que utiliza de processo de biorremediação acelerada por microorganismos autóctones – Divulgação
Desde o começo deste ano o Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba) está utilizando sistema de biorremediação no tratamento de efluentes da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com uso de microrganismos autóctones. O principal objetivo é minimizar o mau cheiro das lagoas situadas perto do Rio Tietê.
Nesta semana Manoel Armando Azevedo dos Santos, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) e representante da empresa Marcelo Eduardo Ramos Oliveira-ME, explicou o funcionamento do sistema (a entrevista completa pode ser conferida no Facebook do Jornal Candeia).
Ele conta que Bariri utiliza o modelo austríaco para tratamento de esgoto. A primeira lagoa é anaeróbica, a segunda é facultativa e a terceira de maturação. Após o esgoto passar por essas três lagoas, é despejado em córrego que deságua no Rio Tietê.
Santos é detentor da patente de processo de biorremediação acelerada por microorganismos autóctones. Afirma que, nesse sistema, não é utilizado produto químico, mas microorganismos que naturalmente fazem o processo de remediação.
Para definir o tipo de agente biológico que seria despejado na estação de tratamento de esgoto de Bariri houve coleta de água e de lodo.
Em seguida, foram feitos exames laboratoriais para identificar os microorganismos que agem nas lagoas. Segundo o técnico, há diferentes tipos de agentes conforme o local onde se situam as lagoas.
Santos destaca que a Sabesp utiliza esse sistema e que a maior vantagem dele é não gerar resíduos.
O superintendente da autarquia, Heliton Cristiano Albranti, diz que desde o começo do ano esse sistema é utilizado, sendo o que apresentou melhores resultados.
Ele conta que houve plantio de 350 mudas de eucaliptos perto da primeira lagoa, que recebe os efluentes in natura.
A ideia é formar barreira natural para reduzir ainda mais a possibilidade de que o mau cheiro chegue à área urbana de Bariri. Isso quando as árvores tiverem maior porte, o que deve ocorrer em cinco anos.

























